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Trajetórias P-T-t, taxas de exumação e resfriamento e geocronologia Lu-Hf de granadas: o caso do complexo nova Venécia, orógeno Araçuaí

Processo: 18/06011-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Vinícius Tieppo Meira
Beneficiário:Lucas Rodrigues Schiavetti
Supervisor no Exterior: Sean Mulcahy
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Western Washington University, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/00325-8 - TRAJETÓRIAS P-T-t E TAXAS DE EXUMAÇÃO E RESFRIAMENTO DE ORÓGENOS QUENTES - O CASO DO COMPLEXO NOVA VENÉCIA, ORÓGENO ARAÇUAÍ, BP.MS
Assunto(s):Metamorfismo   Neoproterozoico   Geocronologia   Datação geológica

Resumo

Cinturões orogênicos caracterizados por altos gradientes termais em níveis crustais intermediários são conhecidos como "orógenos quentes" e sua evolução é geralmente associada a processos geológicos como mobilização de fluidos/magmas, deformação e decaimento radioativo. O Orógeno Araçuaí, localizado na porção setentrional da Província Mantiqueira (Brasil), é um exemplo de orógeno quente onde estão expostas rochas de níveis crustais profundos. Perto da cidade de Colatina, no Espírito Santo, diferentes grupos de rochas deste orógeno afloram, incluindo paragnaisses migmatíticos do Complexo Nova Venécia intrudidos por rochas anatéticas ediacaranas e um corpo gabro-norítico cambriano (Norito São Gabriel). As rochas máficas formam localmente uma auréola de contato difusa com os paragnaisses, o que permite a relação temporal entre dois estágios de metamorfismo. Considerando o registro de diferentes estágios evolutivos do orógeno nos afloramentos da região, o projeto em execução compreende levantamentos sistemáticos petrográficos, geotermobarométricos e geocronológicos visando o entendimento das relações entre as rochas, a definição de trajetórias P-T-t (Pressão-Temperatura-tempo) para o segmento do Complexo Nova Venécia e a estimativa de taxas de exumação e resfriamento para esta parte do orógeno. Dentro deste contexto, a pesquisa proposta através da BEPE irá complementar o trabalho realizado no Brasil, na medida em que serão realizados trabalhos de geocronologia no sistema Lu-Hf em granadas (a serem realizados no laboratório Peter Hooper GeoAnalytical Lab - Washington State University) e o desenvolvimento de pseudoseções na Western Washington University sob a supervisão do Prof. Sean Mulcahy. A datação de granada enriquecerá a discussão acerca da evolução metamórfica do Complexo Nova Venécia, na medida em que diferentes gerações deste mineral, bem como diferentes reações/texturas metamórficas, poderão ser melhor caracterizadas. (AU)