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Análise do relacionamento filogeográfico e imunológico de Plasmodium malariae e Plasmodium brasilianum

Processo: 18/07828-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia
Pesquisador responsável:Karin Kirchgatter Hildebrand
Beneficiário:Bruno da Silva Mathias
Instituição-sede: Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/04559-0 - Análise do relacionamento filogeográfico e imunológico de Plasmodium malariae e Plasmodium brasilianum, AP.R
Assunto(s):Filogeografia   Análise de sequência de DNA   DNA mitocondrial   Plasmodium malariae   Plasmodium brasilianum

Resumo

No Brasil, 99,7% dos casos de malária, causados por Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae, ocorrem na região Amazônica. Na região Extra-Amazônica a malária predomina nas áreas de Mata Atlântica onde são registrados casos autóctones, em sua maioria com baixa parasitemia e apresentação clínica assintomática, causados por P. vivax e P. malariae. Acredita-se que a malária de Mata Atlântica seja uma zoonose, pois evidências genéticas indicam que o P. malariae pode ser derivado de P. brasilianum, um parasita que causa malária em primatas não humanos. O P. malariae, é um parasita de ampla distribuição geográfica e provavelmente um dos mais antigos causadores da malária, mas devido à sua semelhança morfológica com P. vivax, sua prevalência acaba sendo subestimada. Este projeto visa obter mais informações sobre prevalência e distribuição de P. malariae e P. brasilianum no Brasil, assim como seu relacionamento genético e imunológico. A análise genética será realizada com sequenciamento do genoma mitocondrial dos isolados obtidos. Para a análise de relacionamento imunológico serão utilizados ensaios sorológicos com proteínas recombinantes derivadas de diferentes regiões da MSP1 (merozoite surface protein 1). Essa proteína foi escolhida por ser bastante polimórfica e muito antigênica em infecções naturais causadas por P. vivax e P. falciparum. Entretanto, não existe nenhum estudo sorológico realizado em isolados de campo de primatas não humanos utilizando MSP1 derivada de P. brasilianum e, no caso de P. malariae há apenas um estudo, realizado fora do Brasil, onde apenas a MSP119 foi avaliada em poucos isolados de campo de humanos de origem geográfica desconhecida. Assim, pretende-se aqui avaliar a resposta de anticorpos, presentes em amostras de soro/plasma de humanos e de primatas não humanos de diferentes regiões endêmicas do Brasil (Região Amazônica e Mata Atlântica), contra sete proteínas recombinantes produzidas a partir do gene codificador da MSP1 de P. malariae e P. brasilianum. Essa pesquisa será feita por ELISA e Bioplex, possibilitando também uma comparação dos resultados encontrados nos diferentes métodos. (AU)