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Avaliação do efeito neuroprotetor da sinvastatina nos processos inflamatórios e degenerativos em regiões cognitivas de animais sobreviventes à sepse

Processo: 18/02295-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Maria José Alves da Rocha
Beneficiário:Bruna Barissa Rossignolli
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Sepse   Degeneração neural   Encefalopatias   Fármacos neuroprotetores   Sinvastatina   Modelos animais

Resumo

Mediadores inflamatórios periféricos que alcançam Sistema Nervoso Central (SNC) desencadeiam a ativação de células micróglias resultando em neuroinflamação. Essa resposta inflamatória pode provocar alteração da permeabilidade da barreira hematoencefálica (BHE) que com outras alterações pode levar à disfunção cerebral ocasionando o aparecimento de sequelas neurológicas em longo prazo. Estudos demostram que neurodegenerações são causas de várias doenças neurológicas e que estariam associadas à presença de inflamação. Disfunções cognitivas e déficits permanentes de memória são alterações neurológicas comumente encontradas na Doença de Alzheimer (DA) e na encefalopatia associada à sepse (SAE). Os danos causados ao hipocampo e córtex de pacientes com SAE culmina em redução da capacidade de aprendizagem e memória. Para reduzir o desenvolvimento de disfunções cognitivas e demências em pacientes com SAE, tem sido proposta o uso de estatinas como tratamento prévio e contínuo. Essa classe de droga possui efeitos pleiotrópicos importantes como anti-inflamatório e antioxidante, proporcionando inúmeros efeitos benéficos como cardioprotetores e manutenção do status hemodinâmico. Os benefícios das estatinas na sepse ainda são bastante questionados, restam ainda dúvidas para se chegar a um consenso quanto ao seu uso como estratégia terapêutica. Recentemente em nosso laboratório foi visto que, em animais sobreviventes à sepse, a sinvastatina foi capaz de atuar como neuroprotetor em estruturas responsáveis por processos cognitivos relacionados à memória e aprendizagem. Desta forma, o objetivo deste projeto será avaliar os possíveis efeitos pleiotrópicos da sinvastatina e o impacto dessa droga na ativação microglial e astrocitárias em ratos sobreviventes à sepse.