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Caracterização do modelo de dieta hiperlipídica a filhas de ratas diabéticas: repercussões ao final da prenhez

Processo: 17/19185-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 20 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Débora Cristina Damasceno
Beneficiário:Carolina Amano Del Forno
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitus   Dieta hiperlipídica   Desenvolvimento fetal   Gravidez   Feto   Resistência à insulina   Modelo experimental   Modelos animais de doenças

Resumo

Diabete é uma síndrome caracterizada por alteração na função da célula beta-pancreática em sintetizar/secretar insulina ou pelo fato da insulina não exercer sua ação nos tecidos periféricos de forma adequada, levando ao aumento da concentração de glicose circulante (hiperglicemia). Estima-se que 1,6 milhões de morte sejam causadas pelo diabete. Dentre as várias fases da vida, a gravidez também é marcada pela presença de um quadro de redução da sensibilidade à insulina. Nesta fase, o organismo materno sofre uma adaptação endócrino-metabólica, que envolve alterações na sensibilidade à insulina, aumento da resposta e da massa das células beta, discreto aumento da glicemia pós-prandial, mudanças nos níveis circulantes de fosfolípides, ácidos graxos livres, triglicérides e colesterol. Estas modificações são consideradas fisiológicas pois têm como objetivo o preparo do organismo materno para o parto e amamentação e, além disso, para o adequado fornecimento de energia para o feto. Em função de variáveis de estudo e por razões éticas, muitos modelos experimentais são utilizados para investigar o binômio diabete e gravidez. Em nosso laboratório de pesquisa, foi desenvolvida uma série de modelos para indução do diabete de intensidade grave (mimetizando a glicemia do Diabetes mellitus tipo 1 descompensado) e de intensidade moderada (para reproduzir a glicemia do DM tipo 2 e/ou DM Gestacional). Estes modelos foram relevantes para melhorar nosso entendimento sobre os mecanismos no binômio diabete e prenhez em ratas, especialmente considerando as repercussões no organismo materno, avaliação do crescimento e desenvolvimento fetal e avaliação placentária. Frente a estes resultados, foi possível confirmar a reprogramação fetal em função da presença de um ambiente intrauterino materno desfavorável causado tanto pelo diabete grave quanto pelo diabete moderado. A partir da verificação de que descendentes de ratas com diabete moderado apresentam alterações glicêmicas na vida adulta e desempenho reprodutivo prejudicado e, considerando que possa existir um paralelismo com a situação humana atual de que filhos de diabéticas serão expostos também à dieta com excesso de caloria na vida pós-natal, pretendemos avaliar como a fusão destas duas condições desfavoráveis (ambientes intrauterino e pós-natal inadequados) irá refletir na condição materna e dos descendentes destes animais de laboratório. Para o desenvolvimento deste projeto, contaremos com a colaboração de uma equipe multidisciplinar proveniente de nossa Instituição e outras faculdades para ampliarmos nossas discussões e promovermos maior divulgação dos resultados obtidos em eventos científicos, projetos de extensão e publicações de artigos científicos.

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