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Efeito da Uncaria tomentosa sobre o acúmulo de gordura intracelular em células HepG2 induzido com ácidos graxos oléico e/ou palmítico

Processo: 17/25080-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Carla Roberta de Oliveira Carvalho
Beneficiário:Amanda Monteiro Sampaio da Silva
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Obesidade   Hepatopatias   Fígado gorduroso   Dieta hiperlipídica   Plantas medicinais   Linhagem celular   Células Hep G2   Uncaria   Modelos animais de doenças

Resumo

A obesidade e sobrepeso são fatores de risco maiores para várias doenças crônicas como diabetes, doenças cardiovasculares, doença gordurosa hepática não alcoólica e alguns tipos de canceres. Com a instalação do sobrepeso e sua progressão há o estabelecimento de um estado inflamatório asséptico iniciando-se no tecido adiposo branco. Nessa condição há ativação de vias intracelulares que envolvem as cinases JNK e da IKK². Uma vez ativas, essas cinases tem como um de seus alvos o mais expresso dos substratos do receptor de insulina, o IRS-1. Assim, ao fosforilarem o IRS-1 em resíduos de serina há desencadeamento de resistência à ação da insulina. A prevalência da obesidade e suas comorbidades continuam a crescer, inclusive entre crianças. Por outro lado, os tratamentos farmacológicos para o controle da obesidade e consequentemente para minimizar as comorbidades aprovados para uso pelo FDA como orlistat, lorcaserin, fentermina-topiramato, rimonabant e sibutramina/meridia tem efeitos colaterais importantes que limitam seu uso (como: doença do refluxo esofagiano, hipertensão arterial, obstipação intestinal, enxaqueca, doença cardíacas, depressão, falência hepática, insônia, efeitos cognitivos e psiquiátricos). A busca por alternativas farmacológicas inclui os fitoterápicos, em particular os aprovados por órgãos governamentais e já em uso na clínica médica, e que podem ter seu papel na prevenção da evolução das doenças associadas. Assim, o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, aprovado pelo Decreto numero 5.813 de 22 de junho de 2006, é um instrumento a ser utilizado. Em novembro de 2015 foi divulgada uma atualização da Relação Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (RENAFITO) onde foram apresentados 71 nomes de plantas medicinais de interesse para o SUS. Dentre elas estão algumas com efeito anti-inflamatório como a Uncaria tomentosa. Detectamos em camundongos obesos e com resistência à insulina induzida por dieta hiperlipídica que a doença gordurosa hepática associada tem características de esteatohepatite e o uso do extrato bruto de Uncaria tomentosa foi capaz de reverter a resistência à insulina e a NASH, e que essas modificações foram acompanhadas por redução da fosforilação em serina do IRS-1 em fragmentos hepáticos dos animais (Figura 1). Diante disso, esse atual projeto tem o objetivo de estabelecer o modelo de esteatose hepática em linhagem celular, HepG2, e analisar o efeito da incubação com o extrato da Uncaria tomentosa. Serão utilizados os ácidos graxos palmítico e/ou oleico para a indução de esteatose.