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Variação sazonal da regulação térmica do lagarto teiú Salvator merianae

Processo: 17/24656-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Comparada
Pesquisador responsável:Kênia Cardoso Bícego
Beneficiário:Diogo Renan Caporicci
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Temperatura   Termogênese   Ventilação   Hibernação

Resumo

Em geral, lagartos são animais ectotérmicos, entretanto o lagarto teiú Salvator merianae apresenta uma sazonalidade bem marcada, com fase de hibernação no inverno ameno e seco no sudeste brasileiro, ectotermia durante verão e outono e endotermia facultativa durante a fase reprodutiva na primavera. Essa endotermia de primavera foi confirmada ao observar-se que o animal mantem frequência cardíaca (índice de inferência de taxa metabólica) mais elevada durante essa estação, independente da temperatura ambiente. Também, esse animal consegue manter a temperatura corporal significativamente acima da temperatura ambiente durante a primavera, mas não durante as outras estações. Entretanto, não se sabe se o teiú ativa mecanismos termorreguladores de produção e conservação de calor frente a alterações agudas de temperatura ambiente defendendo sua temperatura corporal durante a primavera. Assim, a nossa hipótese é que, a) na estação reprodutiva, durante a queda da temperatura ambiente haverá uma resistência da taxa metabólica e da ventilação pulmonar em reduzirem, combinado com vasoconstrição periférica (redução da temperatura superficial), especialmente nas extremidades (indicando resposta de conservação de calor), principalmente nas fêmeas e; b) durante o outono, ocorrerá uma alteração direta de temperatura superficial, temperatura corporal, consumo de oxigênio e ventilação pulmonar com a temperatura ambiente. Para testar essa hipótese serão analisadas respostas de temperatura superficial da pele, temperatura corporal, ventilação pulmonar e consumo de oxigênio diante de oscilações de temperaturas ambiente controladas, durante a primavera (estação de endotermia reprodutiva) e o outono (fase pré-hibernação) nos mesmos indivíduos e diferenciando entre machos e fêmeas.

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