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Conflitos e acessibilidade na infraestrutura cicloviária em São Paulo: uma análise sobre os bicicletários

Processo: 17/20996-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional - Serviços Urbanos e Regionais
Pesquisador responsável:Paula Freire Santoro
Beneficiário:Vicente Sisla Zeron
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Política urbana   Planejamento territorial urbano   Mobilidade urbana   Espaço público   Acessibilidade ao meio físico   Gêneros (grupos sociais)   Ciclovias   Bicicletas   São Paulo (SP)

Resumo

A política de mobilidade municipal de São Paulo encontra-se em um momento transitório. Precedido por uma história de negligência absoluta dos espaços destinados aos meios de transporte ativos em favor de uma hegemonia de investimentos públicos associados ao automóvel, o quadro da mobilidade urbana de São Paulo tem se modificado na última década: a cidade tem passado por um processo intenso de implantação de infraestrutura cicloviária que, pela primeira vez, colocou em disputa o espaço reservado ao automóvel, e que, no entanto, parece ter perdido força com a mais recente mudança de gestão. As transformações pela qual a cidade tem passado significam uma mudança fundamental em termos de mobilidade urbana: mais ciclovias significam mais acessibilidade sobretudo às populações carentes, para as quais esse é o meio de transporte menos custoso. No entanto, essa infraestrutura cicloviária fica comprometida se, paralelamente a ela, não houver bicicletários que garantam facilidade e segurança para estacionar, além da importante integração com os sistemas de transporte de maior capacidade. O seguinte projeto de pesquisa fundamenta-se na análise do quadro geral de mobilidade cicloviária em São Paulo, em questão de constituição da rede e integração com os demais meios de transporte, além da análise dos equipamentos para estacionamento de bicicletas, sua qualidade e facilidade de acesso aos usuários. Será discutido também de que forma as diferenças históricas construídas em torno dos papéis atribuídos aos gêneros produzem uma diferenciação na maneira como utilizam o espaço urbano, quais são as especificidades e as necessidades de cada grupo ao interagir com a cidade, e qual é a importância de se realizar um recorte de gênero em pesquisas dentro do campo da mobilidade urbana para que se possa recuperar o atraso que existe de maneira que o planejamento urbano seja condizente com tais diferenças e reconhecedor dos grupos sociais desfavorecidos.