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Estudo sobre os efeitosda poluição atmosférica na gênese da obesidade: o papel da ativação do toll like receptor 4 hipotalâmico

Processo: 17/11518-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Patrícia de Oliveira Prada
Beneficiário:Clara Machado Campolim
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Assunto(s):Poluição atmosférica   Obesidade   Ingestão de alimentos   Receptor 4 toll-like   Hipotálamo   Homeostase energética   Lipopolissacarídeos   Modelos animais de doenças   Peptídeos e proteínas de sinalização intracelular

Resumo

A exposição, a longo prazo, à poluição atmosférica pode gerar efeitos desfavoráveis à saúde. O material particulado (MP) com diâmetro menor ou igual a 2,5 µm (MP2,5) é o que mais se associa com a indução da inflamação crônica. A obesidade se desenvolve, em geral, pelo desequilíbrio entre o consumo alimentar e o gasto energético. Os núcleos hipotalâmicos e a sinalização de leptina, mediada pela via JAK2/STAT3, tem um importante papel na manutenção da homeostase energética. No contexto da obesidade há resistência à leptina. Um dos mecanismos que desencadeiam à resistência à leptina em obesos, é a ativação da inflamação subclínica, por meio dos receptores da imunidade inata, como o toll like receptor 4 (TLR4). Um agonista do TLR4 é o lipopolissacáride (LPS) que dispara uma cascata de sinalização a jusante, levando a ativação da via NF-ºB (fator nuclear kappa B), e consequentemente, a transcrição de genes pró-inflamatórios, além de inibidores da via de sinalização da leptina como SOCS-3 (supressor de sinal de citocina 3) e PTP1B (proteína tirosina fosfatase 1B). O fato do MP2,5 ser composto por LPS, dentre outras moléculas, e do LPS ser um dos principais agonistas do TLR4, levanta a possibilidade de que a exposição à poluição crônica possa ativar essa via molecular, induzindo inflamação subclínica hipotalâmica, favorecendo a resistência à leptina e obesidade. Portanto, os objetivos do presente estudo visam investigar: 1) a expressão gênica do TRL-4 no hipotálamo de camundongos C57BL/J submetidos ao MP2,5 comparados aos camundongos C57BL/J submetidos ao ar filtrado; 2) alterações na homeostase energética (ganho de peso, alterações na ingestão alimentar e gasto energético, expressão gênica de UCP-1 no tecido adiposo marrom, dosagem circulante hormonal de leptina, insulina, glicose, citocinas pró-inflamatórias), homeostase da glicose e insulina dos camundongos Knockouts para TRL-4 (TLR4KO) quando expostos ao MP2,5 ou ar filtrado; 3) a sensibilidade in vivo e a sinalização intracelular à leptina dos TLR4KO expostos ao MP2,5 ou ar filtrado, bem como a expressão gênica de neuropeptídeos (NPY, AgRP, POMC, CRH, TRH e orexina) no hipotálamo desses mesmos animais.