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Caracterização de uma estrutura em cadeia extracelular inédita produzida por Xanthomonas citri e sua relação com pilus Tipo IV

Processo: 17/24301-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos
Pesquisador responsável:Cristiane Rodrigues Guzzo Carvalho
Beneficiário:Matheus Matildes Conforte
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia estrutural   Bactérias gram-negativas   Matriz extracelular   Xanthomonas citri   Caracterização estrutural   Escala nanométrica   Microscopia eletrônica de transmissão   Microscopia eletrônica

Resumo

Bactérias gram-negativas são capazes de produzir vesículas de membrana externa (OMVs), a importância que elas desempenham na interação com outras bactérias da mesma espécie ou de espécies diferentes, com o hospedeiro e com o seu ambiente vem cada vez mais ganhando reconhecimento. Sendo um processo relevante para o seu crescimento e sobrevivência, e com a capacidade de ampliar a interação bacteriana com o seu meio. Em nossas observações do fitopatógeno Xanthomonas citri por microscopia eletrônica de transmissão (TEM) identificamos estruturas extracelulares de aspecto membranar condizentes com vesículas; mas, como característica singular em relação às vesículas mais comumente descritas na literatura, que se apresenta múnicas e isoladas, as reveladas em X. citri exibem conexões entre si, formando umas cadeias de vesículas. As imagens de TEM também sugerem que a conexão entre as vesículas pode ocorrer não apenas pela membrana, mas também pelo lúmen, dando às cadeias de vesículas uma natureza tubular. Além disso, observamos que a sua produção pode ser influenciada pelo pilus tipo IV, visto que alguns mutantes a componentes dessa estrutura têm aumento da produção de vesículas em relação à linhagem tipo selvagem. Além disso, em ensaios preliminares, foi possível verificar em vesículas purificadas a presença de DNA. Dada à escala nanométrica dessas vesículas, é interessante utilizarmos técnicas de alta capacidade para a sua visualização, como microscopia eletrônica e microscopia de fluorescência de alta resolução. Nossos objetivos também são a padronização de um protocolo de purificação dessas estruturas, a partir do qual identificaremos proteínas e um possível material genético associado; para isso pretendemos sequenciar o DNA e usar espectrometria de massas MS/MS para identificar as proteínas presentes nas membranas.