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Toxicogenética das estatinas através de células tronco pluripotentes transformadas de portadores de hipercolesterolemia familial

Processo: 17/21055-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia
Pesquisador responsável:Mario Hiroyuki Hirata
Beneficiário:Raul Hernandes Bortolin
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):20/10296-8 - Avaliação do risco de cardiotoxicidade em pacientes com sintomas musculares associados as estatinas, BE.EP.PD
Assunto(s):Epigênese genética   Biologia molecular   Inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutases

Resumo

As estatinas representam o pilar terapêutico da hipercolesterolemia. No entanto, apesar de consideravelmente seguras, os diversos relatos de intolerância terapêutica, particularmente miopatias, atribuídos as estatinas representam um obstáculo na sua prescrição clínica. Além disso, a descrição exata dos mecanismos desta intolerância não é bem estabelecida. Assim, o presente estudo propõe realizar uma inédita abordagem experimental avaliando a associação da variabilidade genética com perfil de expressão de mRNA de genes relacionados a farmacocinética e farmacodinâmica das estatinas, assim como o perfil regulatório via microRNA (miR) na rabdomiólise induzida pelas estatinas utilizando modelo in vitro de células troncos pluripotentes induzidas (hiPSC) obtidas de portadores de hipercolesterolemia familial (HF) que serão diferenciadas em 3 tipos celulares: hepatócitos, cardiomiócitos e miócitos esquelético. Os pacientes fenotipicamente caracterizados como HF serão convidados para participar na pesquisa. A seguir será coletada o sangue total para obtenção das hiPSC, com posterior diferenciação em cardiomiócitos (hiPSC-CM), hepatócitos (hiPSC-HP) e miócitos esqueléticos (hiPSC-ME). As células transformadas serão incubadas com diferentes doses de sinvastatina, rosuvastatina e atorvastatina e, posteriormente o RNA total será extraído para realização do estudo de expressão gênica, através de painéis pré-configurados do metabolismo de colesterol, dos transportadores de membrana e metabolização das estatinas, bem como de miogênese/miopatias e apoptose. Ferramentas in silico serão utilizadas para a análise integrativa dos miR-mRNA e, assim, os miRs preditos serão selecionados e também avaliados quanto sua expressão nas hiPSC-ME incubadas com estatinas. Os resultados fornecerão dados importantes para compreensão da influência genotípica e sua associação com perfil de expressão genica e de miRs, possibilitando uma melhor descrição dos mecanismos genéticos e epigenéticos na farmacocinética e farmacodinâmica e a possível relação com os efeitos indesejáveis das estatinas prescrita na clínica medica. Este estudo, acreditamos ser pioneiro nesta abordagem que propõe uma metodologia para estudos farmacogenéticos e epigenéticos in vitro, utilizando células de sangue periférico dos pacientes, sem necessidade de procedimento invasivo e com relevância na terapêutica individualizada. Outra proposta inédita deste projeto será a criação de banco de células transformadas com genótipos bem caracterizados de HF que será disponível a comunidade científica.