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Papel da sirtuína 1 no fenótipo e na função de células dendríticas no contexto do transplante de órgãos em animais obesos

Processo: 18/04326-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Jean de Lima
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/07820-0 - Funções das sirtuínas em linhagens de células dendríticas convencionais e células dendríticas produzindo IL-35 constitutivamente, BE.EP.MS
Assunto(s):Transplantes   Células dendríticas   Obesidade   Imunologia de transplantes   Sirtuínas

Resumo

Os avanços nos procedimentos cirúrgicos, em testes de compatibilidade e no desenvolvimento de imunossupressores têm ajudado a aumentar a sobrevida de aloenxertos. Porém, as rejeições e as disfunções crônicas dos enxertos ainda permanecem como barreiras a serem ultrapassadas. Além disso, a obesidade tem surgido como um novo fator de risco para rejeição e disfunção dos enxertos via diversos mecanismos efetores imunológicos. A sirtuína 1 (Sirt1) pertence a classe 3 das histonas desacetilases (HDACs) e atua principalmente regulando a diferenciação, proliferação e ativação de células T. Essa HDAC pode atuar desacetilando e, consequentemente, desativando componentes da transcrição gênica de células dendríticas (CD) que são importantes para ativação e diferenciação de células T, células efetoras na rejeição. Portanto, nossa hipótese é que a obesidade influencie a expressão diferencial de sirtuínas em CD alterando seu fenótipo e função e com isso a ativação de células T, exacerbando a resposta imune ao aloenxerto. Assim, nosso objetivo é investigar a função de Sirt1 na função e no fenótipo de CD e suas implicações no metabolismo celular destas células e na diferenciação/função de subtipos de células T no contexto do alotransplante de pele de animais obesos. Desta forma, o impacto da Sirt1 na rejeição ou aceitação de aloenxertos de pele será estudo em animais nos quais ela será especificamente excluída em CDs (Sirt1”CD11c) e em camundongos controles (CT; SIRT1 +/+ - CD11c-Cre). Níveis de citocinas, expressão de fatores de transcrição e de clusters de diferenciação serão verificados, bem como a capacidade, aloestimulação e indução de subtipos celulares T pelo uso de técnicas de citometria de fluxo, western blot, ELISA, RT-PCR e ensaios funcionais. Atividade metabólica das CD será estudada por métodos de fluorescência, expressão gênica e de moléculas de diversas vias metabólicas e por Seahorse (análise metabólica em tempo real). Nos animais transplantados, o papel da Sirt1 em CD será estudado pela evolução do transplante, análise e função das células T e perfil das CD nos linfonodos drenantes. Buscamos com isso preencher as lacunas do conhecimento sobre os mecanismos de atuação de Sirt1 na aceitação e rejeição de aloenxertos e no controle metabólico das células apresentadoras de antígenos chaves nestes processos. (AU)