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Patrimônio, memória e narrativas da história afro-brasileira e indígena: relações entre políticas culturais e produção do conhecimento no Brasil contemporâneo

Processo: 17/19781-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 08 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Maria Cristina Cortez Wissenbach
Beneficiário:David William Aparecido Ribeiro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/10036-9 - História e memória do colonialismo e da escravidão em museus: instituições, agentes e práticas em torno de temas sensíveis, BE.EP.DR
Assunto(s):Indígenas   Patrimônio cultural   Patrimônio ambiental   Produção de conhecimento   Política cultural

Resumo

Esta pesquisa pretende analisar como quilombolas e indígenas elaboram narrativas históricas por meio do patrimônio cultural e natural, no intuito de compreender as dinâmicas da produção do conhecimento desses grupos e sobre eles. Para tanto, faz-se necessário identificar as categorias com as quais essas sociedades operam e como elas constroem as suas políticas culturais e, ainda, como estas interagiram e interagem com as políticas institucionais, desempenhando assim um papel fundamental para a reivindicação do direito à memória, ao território e ao de serem reconhecidos enquanto agentes históricos. Nesse sentido, cabe discutir os lugares destinados a ameríndios, africanos e afro-americanos pelos discursos coloniais europeus, legitimados por diversas ciências, difundidos em exposições e museus desde o século XIX e que serviram de paradigma às políticas culturais brasileiras. Tendo em vista a historicidade das políticas culturais brasileiras, sobretudo a partir do debate sobre a "identidade nacional" à época do Estado Novo e o país "multicultural" emergido da Constituição de 1988, serão analisadas as redes de saberes e de interações que se dão em dois espaços inscritos como Patrimônio da Humanidade: o Vale do Ribeira, região de remanescentes da Mata Atlântica onde existem diversas comunidades quilombolas, e as ruínas das Missões Jesuíticas Guarani, fundamentais na cosmovisão guarani-mbyá. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa::
Revisitando e expondo o passado