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Efeito do exercício físico na nocicepção induzida no modelo de Doença de Parkinson em ratos

Processo: 17/26821-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marucia Chacur
Beneficiário:Karina Henrique Binda
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/25204-1 - Papel dos sistemas opióides, cannabinóides, dopamina e neuroinflamação sobre o limiar de dor modulado pelo exercício físico em um modelo de Doença de Parkinson em rato utilizando substâncias radioativas, BE.EP.MS
Assunto(s):Neurofisiologia   Doenças neurodegenerativas   Doença de Parkinson   Receptores opioides   Exercício físico

Resumo

A doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum entre as pessoas idosas causando um grande impacto socioeconômico com o aumento da expectativa de vida da população mundial. Além de alterações motoras, há uma prevalência muito alta de quadros de dor com uma piora ainda maior na qualidade de vida dos pacientes. O exercício físico, por sua vez, já foi descrito por seus efeitos benéficos na DP com diminuição da perda neuronal em modelos animais, melhora na qualidade de vida e do limiar de dor dos pacientes. O objetivo deste projeto será estudar, em um modelo da doença de Parkinson unilateral induzido por 6-hidroxidopamina (6-OHDA), os possíveis mecanismos envolvidos na melhora da dor crônica relatada por pacientes diagnosticados com a DP após protocolos de exercício físico, uma intervenção não farmacológica muito utilizada nestes pacientes. Para isso, avaliaremos o comportamento nociceptivo (hiperalgesia mecânica) e motor (teste do cilindro), e a expressão de receptores opióides (mi, delta e Kapa) e do sistema canabinóide (CB1 e CB2) em regiões do sistema nervoso envolvidos com a resposta álgica, sendo elas: substância cinzenta periaquedutal (PAG), tálamo e córtex cingulado anterior (ACC). A expressão dos receptores será analisada pelas técnicas de imuno-histoquímica e Western blotting. As análises serão feitas em ratos submetidos ao modelo da DP e ao protocolo de exercício em esteira, que será realizado 3x/semana por 40 minutos por 5 semanas em uma velocidade média de 10m/min. A resposta motora será investigada em três momentos do estudo, medida basal (antes da indução do modelo), 7 dias e 51 dias após a indução do modelo da DP. Já a nocicepção será avaliada, por ter um perfil pouco conhecido, em 6 momentos distintos, medida basal (antes da indução do modelo), 7, 14, 23, 37 e 51 dias após a indução do modelo. Ao término do protocolo os animais serão eutanasiados para análise da localização e expressão dos receptores por meio das técnicas descritas acima. (AU)