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Bivalves Bakevelliidae da Formação Romualdo (andar Alagoas, Cretáceo Inferior), Bacia do Araripe, Brasil: significado paleoambiental e paleogeográfico

Processo: 18/01750-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marcello Guimarães Simões
Beneficiário:Mariza Gomes Rodrigues
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Paleogeografia   Tafonomia   Bivalvia   Cretáceo   Paleoecologia   Estratigrafia

Resumo

Eventos geológicos relacionados aos estágios finais de ruptura do supercontinente Gondwana e a subsequente abertura do Oceano Atlântico Sul provocaram a reativação de estruturas proterozoicas da Província Borborema, dando origem aos estratos cretáceos da Bacia do Araripe. Durante o Aptiano, estão registrados eventos transgressivos de escala regional no Nordeste brasileiro que culminaram na deposição de estratos marinhos da Formação Romualdo. A Formação Romualdo compreende uma sucessão carbonática-siliciclástica, com cerca de 100 metros de espessura, caracterizada por sequência transgressiva-regressiva limitada por duas discordâncias regionais. Várias hipóteses e cenários paleogeográficos têm sido postulados sobre a origem e a direção das incursões marinhas que atingiram a Bacia do Araripe, com autores advogando por ingressões vindas de norte via bacias de São Luís e Parnaíba, de nordeste, via Bacia de Potiguar, e a partir do sul, cruzando os limites das bacias de Sergipe-Alagoas. Nesse contexto, os moluscos bivalves da Formação Romualdo, especialmente os Bakevelliidae, se destacam como elementos-chave para elucidar os problemas relacionados as várias interpretações paleogeográficas. Trata-se de uma família extinta (Carbonífero-Eoceno), de bivalves pterióides, marinhos ou de águas salobras, com ampla distribuição paleobiogeográfica. Pretende-se com o estudo taxonômico, tafonômico, estratigráfico, paleoecológico (paleoautoecológico e paleoessinecológico) e de biocorrelação dos Bakevelliidae da Formação Romualdo, verificar se: I- haveria afinidade entre as faunas de invertebrados de unidades coevas da Bacia do Araripe (e.g., Formação Romualdo), com as da Bacia de Sergipe (e.g., Formação Riachuelo); II- teria existido um seaway entre ambas as bacias sedimentares; e III- a diversidade da fauna de invertebrados da Formação Romualdo seria, em parte, resultante de elementos imigrantes (cosmopolitas) e não apenas constituída por elementos que evoluíram in situ (endêmicos) na bacia. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
RODRIGUES, M. G.; MATOS, S. A.; VAREJAO, F. G.; FUERSICH, F. T.; WARREN, L. V.; ASSINE, M. L.; SIMOES, M. G. Short-lived ``Bakevelliid-Sea{''} in the Aptian Romualdo Formation, Araripe Basin, northeastern Brazil. CRETACEOUS RESEARCH, v. 115, NOV 2020. Citações Web of Science: 0.
VAREJAO, F. G.; FUERSICH, F. T.; WARREN, V, L.; MATOS, S. A.; RODRIGUES, M. G.; ASSINE, M. L.; SALES, A. M. F.; SIMOES, M. G. Microbialite fields developed in a protected rocky coastline: The shallow carbonate ramp of the Aptian Romualdo Formation (Araripe Basin, NE Brazil). SEDIMENTARY GEOLOGY, v. 389, p. 103-120, JUL 1 2019. Citações Web of Science: 0.

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