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Direcionamento de antígenos para células dendríticas como estratégia imunoterapêutica para o controle de tumores associados ao HPV

Processo: 18/07629-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Luis Carlos de Souza Ferreira
Beneficiário:Mariângela de Oliveira Silva
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biotecnologia   Anticorpos monoclonais   Neoplasias do colo uterino   Papillomavirus humano 16   Células dendríticas   Infecções por Papillomavirus   Imunoterapia   Vacinas contra Papillomavirus   Modelos animais

Resumo

O Câncer Cervical é considerado um grande problema de saúde pública e corresponde a um dos maiores causadores de mortes relacionadas a tumores em mulheres. Praticamente todos os casos de Câncer Cervical, assim como uma proporção crescente de tumores na região anogenital e cabeça/pescoço, estão associados à infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV), sendo o genótipo HPV-16, o mais comumente relacionado a esses tumores. As proteínas virais E6 e E7 são responsáveis pela malignização celular e estão presentes em todas as células transformadas e, portanto, representam alvos ideais para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas antígeno-específicas. Dada a importância epidemiológica dos tumores induzidos por HPV e a necessidade primordial de desenvolvimento de imunoterapias ativas contra essas lesões, este projeto de pesquisa tem como objetivo principal explorar uma estratégia imunoterapêutica contra esses tumores empregando a oncoproteína E7 do HPV-16 fusionada ao anticorpo anti-DEC205 humano. O anticorpo quimérico anti-DEC205 humano/E7 será construído e produzido a partir de sobrenadantes de culturas de células eucarióticas HEK293T transfectadas. Ensaios de ligação em células dendríticas de pacientes saudáveis, assim como a capacidade desses anticorpos de ativarem essas células, serão avaliados. O projeto também propõe dar continuidade aos estudos com o mAb anti-DEC205/E7 de camundongo em modelo de tumor intravaginal, analisando a capacidade da vacina em desencadear uma resposta sistêmica de linfócitos T CD8+ E7-específicos. Os resultados obtidos durante a execução deste projeto deverão contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia imunoterapêutica inédita para o controle de tumores induzidos pelo HPV-16. (AU)