Busca avançada
Ano de início
Entree

Arsênio e arroz: monitoramento e estudos de (bio)remediação para segurança alimentar

Processo: 18/06870-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Bruno Lemos Batista
Beneficiário:Fernanda Pollo Paniz
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/05151-0 - Arsênio e arroz: monitoramento e estudos de (bio)remediação para segurança alimentar, AP.JP
Assunto(s):Segurança alimentar   Consumo de alimentos   Arroz   Arsênio

Resumo

O arsênio (As) é considerado o xenobiótico mais tóxico segundo a Agência para Registro de Substâncias Tóxicas e Doenças nos Estados Unidos. Dentre as espécies químicas presentes na natureza, as inorgâncias (As3+ e As5+) são as mais tóxicas ao homem e as formas metiladas são menos tóxicas (MMA - monometil As -, DMA - dimetil As - e AsB - arsenobetaína). Quando presente no solo, o As é absorvido pelas raízes do arroz, chegando até os grãos. Este cereal é um importante alimento dos brasileiros e de quase metade da população mundial sendo, portanto, uma relevante via de exposição. A planta possui mecanismos que favorecem a absorção de As pelas suas raízes, principalmente As3+ quando cultivado em solo do tipo irrigado (inundado). Por outro lado, também possui mecanismos de defesa como as fitoquelatinas e efluxo do As absorvido. Sabe-se que o arroz consumido no Brasil possui concentração média de As >222 ng g-1 onde cerca de 60% é As inorgânico, representando um risco a saúde quando comparado ao valor máximo permitido de 10 µg l-1 de As em água. Os principais estados produtores são Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que utilizam o cultivo do tipo irrigado. Além disso, atualmente, há uma intensa discussão entre os participantes do Codex Alimentarius sobre os limites máximos de As no arroz, assim como métodos de especiação e código de práticas para mitigar essa contaminação. Assim, o presente projeto visa o desenvolvimento de métodos de especiação química, avaliação de risco do consumo de arroz e seus derivados quanto a contaminação com As, investigação de cultivares nacionais em relação à predileção por As, desenvolvimento de método para aprisionamento de As volátil para avaliação de sua presença em solos de arrozais e, finalmente, estudos de mitigação através do polimento, cozimento e (bio)remediação utilizando fungos já isolados da rizosfera de arrozes brasileiros. Espera-se com este projeto avaliar o risco do consumo de arroz, reduzir as concentrações de As nos grãos agregando valor nutricional e formar recursos humanos para atuar tanto na área de análises químicas quanto na área de segurança alimentar. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PEDRON, TATIANA; SEGURA, FABIANA ROBERTA; PANIZ, FERNANDA POLIO; SOUZ, FELIPE DE MOURA; DOS SANTOS, MAURO COELHO; DE MAGALHAES JUNIOR, ARIANO MARTINS; BATISTA, BRUNO LEMOS. Mitigation of arsenic in rice grains by polishing and washing: Evidencing the benefit and the cost. JOURNAL OF CEREAL SCIENCE, v. 87, p. 52-58, MAY 2019. Citações Web of Science: 0.
SOUZA, FELIPE DE MOURA; PANIZ, FERNANDA POLLO; PEDRON, TATIANA; DOS SANTOS, MAURO COELHO; BATISTA, BRUNO LEMOS. A high-throughput analytical tool for quantification of 15 metallic nanoparticles supported on carbon black. HELIYON, v. 5, n. 3 MAR 2019. Citações Web of Science: 1.
PANIZ, FERNANDA POLLO; PEDRON, TATIANA; FREIRE, BRUNA MOREIRA; TORRES, DAIANE PLACIDO; SILVA, FABIO FERREIRA; BATISTA, BRUNO LEMOS. Effective procedures for the determination of As, Cd, Cu, Fe, Hg, Mg, Mn, Ni, Pb, Se, Th, Zn, U and rare earth elements in plants and foodstuffs. ANALYTICAL METHODS, v. 10, n. 33, p. 4094-4103, SEP 7 2018. Citações Web of Science: 6.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.