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Microbiota e produtos de fermentação fecal de cães com doença inflamatória intestinal suplementados com beta-glucanos

Processo: 18/04574-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Márcio Antonio Brunetto
Beneficiário:Andressa Rodrigues Amaral
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nutrologia   Doenças inflamatórias intestinais   Predisposição genética para doença   Microbiota   beta-Glucanas   Cães

Resumo

A doença inflamatória intestinal (DII) é considerada como a causa mais comum de doença gastrintestinal em cães e a causa mais importante de vômito e diarreia em cães e gatos. Apesar de sua patogenia não estar completamente esclarecida e sua etiologia ser multifatorial, há consenso na literatura acerca da existência de reação imune aberrante aos microrganismos residentes no trato gastrintestinal no indivíduo geneticamente predisposto, associada à disbiose e consequente alteração na concentração de produtos oriundos da fermentação das bactérias intestinais. Os prebióticos são polissacarídeos não amiláceos resistentes à digestão enzimática de animais monogástricos que chegam ao intestino grosso aptos para servirem de substrato ao crescimento e fermentação de bactérias benéficas, em detrimento das patogênicas. Os efeitos imunomodulatórios desempenhados através desta fermentação seletiva apresentam potencial terapêutico interessante em pacientes com DII, os quais são amplamente discutidos na literatura humana, embora pouco discutidos na literatura veterinária. Assim, o presente estudo objetiva avaliar os efeitos da suplementação de ²-glucanos sobre a microbiota fecal de cães com DII identificada e quantificada por sequenciamento genético de última geração e na concentração de produtos de fermentação fecal. Para tal, serão selecionados, no mínimo, doze cães com DII em fase controlada para compor dois grupos experimentais: A - suplementado com 0,1% de ²-glucanos e B - placebo, de modo que ambos receberão a mesma dieta hidrolisada associada ou não ao prebiótico, durante 60 dias. Adicionalmente, serão realizados hemogramas e exames bioquímicos de rotina associados à dosagem sérica de folato e cobalamina e, para fins de acompanhamento dos sinais clínicos, será aplicado um escore de severidade de enteropatia canina especificamente destinado a este propósito. Os resultados obtidos serão analisados através do programa computacional Statistical Analysis System (SAS Institute Inc., 2004) e de acordo com a distribuição dos dados, testes estatísticos paramétricos ou não paramétricos serão empregados. (AU)