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Controle da metilação do DNA em ilhotas pancreáticas através da comunicação com as células do músculo esquelético

Processo: 18/11060-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 30 de julho de 2018
Vigência (Término): 29 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Pesquisador responsável:Antonio Carlos Boschiero
Beneficiário:José Maria Costa Júnior
Supervisor no Exterior: Charlotte Ling
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Lund University, Malmö, Suécia  
Vinculado à bolsa:16/17102-9 - Função da miostatina no controle epigenético da proliferação de células beta pancreáticas, BP.PD
Assunto(s):Endocrinologia   Ilhotas pancreáticas   Epigênese genética   Diabetes mellitus tipo 2   Sistema musculoesquelético

Resumo

A falência das células beta pancreáticas é crucial para o desenvolvimento do diabetes do tipo 2 (DT-2). A resistência à insulina é comumente associada ao surgimento desta doença. Entretanto, a maioria dos indivíduos obesos não desenvolvem o DT-2. Este paradigma indica a importância da susceptibilidade genética neste contexto. Entretanto, menos que 10% das variações genéticas são associadas à referida doença. Neste sentido, os fatores ambientais, via modulação dos mecanismos epigenéticos, emergem como candidatos moleculares interessantes. Estudos prévios demonstram que a hipermetilação do DNA em promotores gênicos de proteínas chave para a função da célula beta pancreática, explicam pelo menos em parte, a expressão genica defeituosa em indivíduos DT-2 quando comparado com ilhotas pancreáticas oriundas de indivíduos saudáveis. Por outro lado, o exercício físico melhora a função de células beta de indivíduos DT-2 e DT-1. Estes benefícios do exercício físico parecem ser orquestrados, podem ser parcialmente orquestrados pela comunicação entre as células do músculo esquelético e as células do pâncreas endócrino, através de miocinas liberadas pela contração muscular. Entretanto, ainda não se sabe se essa comunicação entre estes tipos celulares ou mesmo se as miocinas são capazes de alterar o epigenoma das ilhotas pancreáticas. Neste sentido, nós objetivamos explorar através de experimento de co-cultura, se as células do músculo esquelético extraídas antes e após uma única sessão de exercício físico de endurance, seriam capazes de alterar o epigenoma de ilhotas pancreáticas humanas e avaliar também o possível papel das mioquinas neste contexto. (AU)