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Análise comparativa da taxa de detecção de câncer de próstata em biópsias guiadas cognitivamente por ressonância multiparamétrica versus guiada por ultrassom transretal

Processo: 17/15443-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:José Pontes Junior
Beneficiário:Gabriel Henrique Durigon
Instituição-sede: Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Campus Vergueiro. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Urologia   Neoplasias da próstata   Ultrassonografia   Biópsia   Técnicas e procedimentos diagnósticos

Resumo

O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum em homens e a segunda causa de morte por câncer em países ocidentais. Com o advento do antígeno prostático específico (PSA) e adoção dos programas de rastreamento houve claramente um aumento da detecção da doença em fase mais precoce. O diagnóstico do tumor é estabelecido pela biópsia de próstata que usualmente é guiada por ultrassonografia trans-retal (USTR), e está indicada nos pacientes com toque retal suspeito ou níveis elevados de PSA. Porém, a escala cinza apresenta baixa acurácia na visualização e detecção do tumor; o que resulta nas altas taxas de falso negativo observadas com a biópsia convencional guiada por ultrassom. Dados recentes da literatura indicam que a ressonância multiparamétrica tem se mostrado o melhor exame de imagem para a detecção do câncer de próstata, especialmente nos tumores agressivos onde apresenta excelente sensibilidade diagnóstica, e naqueles pacientes com múltiplas biópsias prévias negativas e persistência de PSA elevado. Apesar dos dados iniciais promissores, existem controvérsias em relação ao papel da ressonância em indivíduos sem biópsia prévia e em quanto a ressonância agrega em acurácia os achados do ultrassom na identificação do adenocarcinoma de próstata. O objetivo do estudo é comparar retrospectivamente as taxas de detecção da biópsia guiada cognitivamente por ressonância multiparamétrica versus guiada por ultrassom trans-retal com doppler. Avaliaremos retrospectivamente todos os pacientes submetidos à biópsia de próstata no Instituto da Próstata do Hospital Alemão Oswaldo Cruz entre janeiro de 2010 e junho de 2017. O grupo 1 será representado pelos casos guiados por ressonância multiparamétrica e o 2 pelos pacientes submetidos à biópsia guiada por ultrassom trans-retal (grupo controle). Correlacionaremos a taxa de detecção de acordo com os graus de suspeita para tumor observados na ressonância e com a ocorrência de nódulos hipoecoicos identificados pelo ultrassom trans-retal. Serão feitas correlações anatomopatológicas entre as alterações observadas nos exames de imagem com os dados da biópsia: escore de Gleason, localização dos fragmentos positivos, concordância da localização do fragmento positivo com a área suspeita no exame de imagem e ocorrência de positividade fora da área suspeita. Faremos uma subanálise de acordo com a existência, ou não, de biópsia prévia; e naqueles pacientes com biópsia positiva e tratados por prostatectomia radical avaliaremos a concordância do escore de Gleason entre a biópsia e o espécime cirúrgico de acordo com o exame de imagem empregado na orientação da biópsia. (AU)