Busca avançada
Ano de início
Entree

O olho clínico: Charcot e a conformação da imagem na produção da iconografia fotográfica da Salpêtrière

Processo: 17/26354-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 04 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Heloísa André Pontes
Beneficiário:Ana Carolina Verdicchio Rodegher
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/14693-4 - Sobre imagens e saberes: a Iconografia Fotográfica da Salpêtrière e a visualidade no Século XIX, BE.EP.MS
Assunto(s):Ciência   Paris   Fotografia   Neurologia   Século XIX

Resumo

Uma mudança no paradigma da visualidade embaralha as fronteiras entre a ciência e aarte no século XIX, como mostra o caso de Jean-Martin Charcot (1825-1893). Neurologista queexercia com rigor a prática clínica - consolidada como o novo modelo da medicina moderna -,ele trabalhou com a histeria, afecção historicamente associada à doença de mulheres. Seu estudoresultou na produção da Iconografia Fotográfica da Salpêtrière, obra que está disponível paraconsulta online no arquivo "Fundo Digital Charcot" (mantido pela Universidade Pierre et MarieCurie) e que será a principal fonte de investigação desta pesquisa, através da análise de suasimagens. O projeto, desdobramento de duas iniciações científicas e uma monografia, tem umduplo objetivo: 1-) compreender como se relaciona a medicina, o gênero e a fotografia naprodução das imagens da Iconografia; 2-) apurar por que essa obra, criada no meio científico ecom fins científicos, é associada à arte. Para tanto, será necessário analisar o surgimento daprática clínica e como esse novo "modelo" de medicina se relacionou com a imagem; averiguarcomo foi feito o uso da fotografia na área médica e entender em quais práticas e discursos aprodução dessas imagens esteve vinculada; demonstrar como a fotografia médica reiterou ahisteria como uma doença de mulheres e, por fim; depreender que elementos próprios aocontexto do século XIX permitiram a partilha de um universo simbólico entre a ciência e a arte,garantindo à obra iconográfica um caráter ambíguo entre essas áreas. (AU)