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Autismo e sistema dopaminérgico: análise de diferenças sexuais, aspectos moleculares e comportamentais

Processo: 17/04642-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Luciano Freitas Felicio
Beneficiário:Luana Carvalho Cezar
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Transtorno do espectro autista   Dopamina   Transtorno autístico   Receptores dopaminérgicos   Metilfenidato   Ácido valproico   Expressão de proteínas

Resumo

O autismo é um transtorno complexo do desenvolvimento caracterizado por inúmeros prejuízos comportamentais. A exposição pré-natal ao VPA produz sintomas similares àqueles encontrados na condição humana de autismo. Em um estudo anterior, evidenciei que o VPA pré-natal causa prejuízo na vocalização, inflexibilidade cognitiva, comprometimento da socialização e redução da TH-estriatal na prole masculina. Esses resultados sugerem o fenótipo tipo-autista esteja relacionado a modificações funcionais no sistema dopaminérgico. Uma vez que o sistema dopaminérgico é um marcador em potencial para o tratamento de sintomas associados com o autismo, esse projeto visa verificar possíveis alterações neurobioquímicas, moleculares e comportamentais sobre os prejuízos associados ao autismo em ratos expostos prenatalmente ao VPA por meio da administração do metilfenidato pós-natal agudamente ou prolongadamente como desafio farmacológico. A administração aguda ou crônica do metilfenidato aumenta seletivamente a liberação de DA em circuitos cerebrais estriatais e corticais, em consequência disso a utilização desse fármaco como desafio pode revelar e ativar sistemas dopaminérgicos. Ainda a administração prolongada do metilfenidato pode ocasionar mudanças estruturais em circuitos envolvendo dopamina, além de traduzir essa neuroplasticidade em alterações comportamentais. Para investigar alterações dopaminérgicas serão monitorados comportamentos esterotipados e de interação social, expressão proteica e gênica de receptores de dopamina e avaliadas as concentrações de monoaminas e seus metabólitos no estriado e no córtex pré-frontal em ratos expostos prenatalmente ao VPA e desafiados com metilfenidato pós-natal agudamente ou prolongadamente. O estudo proposto tem potencial de gerar informações de relevância biológica e possivelmente clínica. (AU)

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