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O departamento de defesa e a militarização da política externa estadunidense, de Bush a Obama (2001-2017)

Processo: 17/25941-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Cristina Soreanu Pecequilo
Beneficiário:Clarissa Nascimento Forner
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Política externa   Defesa nacional   Militarismo   Estados Unidos   Presidentes   Século XXI

Resumo

Esse projeto de doutorado visa analisar a participação do departamento de defesa no processo decisório de política externa dos Estados Unidos, durante as administrações de George W. Bush (2001-2009) e Barack Obama (2009-2017). Desde sua criação, em 1947, o departamento de defesa ampliou a atuação em política externa, a partir de expansões orçamentárias e funcionais, em detrimento da sobreposição de agências civis, como o departamento de Estado. Esse processo, somado ao aumento do intervencionismo militar da potência estadunidense ao longo da história, acarretou desdobramentos políticos, como a maior influência do oficialato militar sobre as decisões. Tais questões contribuíram para a amplificação das críticas à militarização da política exterior do país. Essas últimas voltaram aos debates após os atentados de 11 de setembro de 2001 e a declaração da guerra global ao terror, do governo Bush, a qual, apesar de assumir outras formas, teve continuidade na gestão Obama. Embora a militarização possa ser compreendida sob diversas óticas, o foco desse trabalho é explorar sua relação com os fatores que impulsionam a ação do departamento de defesa, dentre os quais, identificamos elementos estruturais, como a percepção da sociedade americana sobre o uso da força, o papel ocupado pelos EUA na ordem internacional e o funcionamento interno do sistema político americano. A partir da observação de tais elementos, pretende-se ampliar o entendimento da maneira através da qual os primeiros presidentes do século XXI se relacionam com o pilar da força e qual o papel dessa última nos cálculos da projeção hegemônica estadunidenses. (AU)