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Aumento da produtividade do gado leiteiro no Brasil: desenvolvimento e avaliação de um novo probiótico para bovinos leiteiros em condições tropicais a partir do estudo da microbiota ruminal

Processo: 18/09683-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Natanael Pinheiro Leitão Júnior
Beneficiário:Natanael Pinheiro Leitão Júnior
Empresa:Natanael Pinheiro Leitão Junior - ME
CNAE: Comércio atacadista de animais vivos, alimentos para animais e matérias-primas agrícolas, exceto café e soja
Testes e análises técnicas
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Vinculado ao auxílio:16/21830-0 - Aumento da produtividade do gado leiteiro no Brasil: desenvolvimento e avaliação de um novo probiótico para bovinos leiteiros em condições tropicais a partir do estudo da microbiota ruminal, AP.PIPE
Assunto(s):Microbiologia veterinária   Microbiota   Probióticos   Bovinos leiteiros   Rúmen

Resumo

Os bovinos são mamíferos herbívoros dotados de uma câmara fermentativa denominada rúmen, onde uma complexa rede de microrganismos residentes realiza a digestão do alimento ingerido. A manutenção de uma microbiota ruminal sadia está relacionada ao bom desempenho fisiológico do animal, saúde e alta produtividade, enquanto seu desequilíbrio torna o animal susceptível à incidência de doenças e pode levá-lo à morte. Entender a microbiota do rúmen é uma maneira de aumentar a produtividade e saúde do animal e a utilização de probióticos é um meio eficiente e natural que pode agregar diversos benefícios à criação e ao produtor rural. O objetivo deste projeto é elaborar um probiótico para bovinos leiteiros criados no Brasil a partir do estudo da microbiota do rúmen animal. Realizaremos o estudo de microbioma do rúmen dos animais pela extração do DNA dos microrganismos e sequenciamento das regiões 16S do rRNA bacteriano e ITS1 do DNA fúngico. Correlacionaremos os microrganismos identificados no rúmen com variáveis que representam a saúde (análises bioquímicas do sangue) e o desempenho de cada animal (produção e composição do leite). Os microrganismos que se correlacionarem com os melhores parâmetros de saúde e desempenho serão adicionados na formulação do novo probiótico. Estimamos que nosso produto aumentará em 5-8% a produção média de leite do animal, ou em números absolutos, aumentará em média de 1 a 1,7 kg de leite por vaca/dia. Estimamos ainda que o animal suplementado com nosso probiótico produzirá 7% mais gorduras no leite por melhorar as condições de fermentação ruminal, com maior eficiência produtiva e redução no consumo de antibióticos por potenciais benefícios no sistema imune. Se aplicado ao rebanho leiteiro do país, o produto poderia aumentar a produção em aproximadamente 1,74 bilhões de litros de leite, que foi de 35 bilhões de litros em 2015, e poderia adicionar aproximadamente R$ 2 bilhões/ano ao PIB do país. O uso de probiótico é coerente com a tendência naturalista mundial e redução do uso de antibiótico na produção. Com o novo probiótico desenvolvido em típicas condições tropicais, manejo, dieta e clima encontrados em fazendas leiteiras no Brasil, o produto suportará o desenvolvimento da pecuária leiteira nacional e veremos a nossa biotecnologia aplicada ao aumento da produção animal. (AU)