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Análise de expressão gênica diferencial em um modelo murino com variabilidade fenotípica para a Síndrome de Marfan

Processo: 18/11708-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 12 de setembro de 2018
Vigência (Término): 11 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Lygia da Veiga Pereira
Beneficiário:Isabela Gerdes Gyuricza
Supervisor no Exterior: Gary Allen Churchill
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Jackson Laboratory (JAX), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:16/18255-3 - Caracterização do papel do gene Hspg2 na modulação dos fenótipos cardiovascular e esquelético da Síndrome de Marfan, BP.MS
Assunto(s):Análise de sequência de RNA   Síndrome de Marfan   Modelos animais   Expressão gênica   Fenótipo

Resumo

A Síndrome de Marfan (SMF) é uma doença autossômica dominante do tecido conjuntivo que afeta cerca de 1 para cada 5000 indivíduos e é causada por mutações no gene FBN1, que codifica a proteína de matriz extracelular fibrilina-1. As principais manifestações clínicas envolvem os tecidos esquelético e vascular. Apesar da penetrância completa, a SMF tem uma alta variabilidade, até mesmo entre indivíduos da mesma família, o que sugere a presença de genes modificadores dos fenótipos. In 2016, nosso grupo identificou loci associados com a variabilidade fenotípica em um modelo murinho para a SMF e nós identificamos o gene Hspg2 como um potencial candidato. O gene Hspg2 codifica a proteína perlecan, um proteglicano heparano-sulfato associado com uma série de propriedades vascular e esqueléticas, incluindo o controle da composição da matriz extracelular, proliferação e diferenciação de células vasculares e manutenção da integridade cartilagínea. Recentemente, nós estabelecemos um método mais robusto de fenotipagem dos camundongos SMF e definimos determinados parâmetros esqueléticos e vascular para quantificar a variabilidade fenotípica por meio de Análise de Componente Principal (do inglês, Principal Component Analysis (PCA)). Nesta análise preliminar, nós sugerimos que existe um conjunto de características esqueléticas e vascular que parece definir a severidade dos fenótipos da SMF e, alguns deles, podem estar relacionados com as funções já descritas da proteína perlecan. Dada a complexidade da patofisiologia da SMF e a ampla função e interações mediadas pelo gene Hspg2, torna-se difícil prever as vias moleculares envolvidas na variabilidade fenotípica da doença. Sendo assim, nós pretendemos gerar e analisar dados de sequenciamento de RNA da aorta e coluna espinhal de camundongos SMF com fenótipos leve e grave, com o intuito de detectar os genes diferencialmente expressos e desvendar suas vias moleculares. A identificação de genes e vias moleculares envolvidas na variabilidade fenotípica poderá contribuir para a compreensão da patofisiologia molecular e para a identificação de vias fisiológicas relevantes associadas com os fenótipos leves e graves da doença. (AU)