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Papel da desnervação renal, estresse oxidativo e da inflamação na hipertensão renovascular

Processo: 18/11221-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:José Vanderlei Menani
Beneficiário:Mariana Ruiz Lauar
Supervisor no Exterior: John William Osborn Jr
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Minnesota (U of M), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:17/06645-4 - Fisiopatologia experimental: mecanismos centrais de controle cardiovascular e respiratório envolvidos em modelos experimentais de hipertensão e obesidade, BP.PD
Assunto(s):Hipertensão renovascular   Sistema nervoso simpático   Estresse oxidativo   Inflamação   Fisiologia cardiovascular

Resumo

A hipertensão renovascular afeta 1 - 4% da população hipertensiva e é a maior causa de hipertensão secundária, afetando de 25% a 35% dos pacientes com hipertensão secundária (Tafur-Soto e White, 2015). Hipertensão renovascular é induzida experimentalmente pela estenose unilateral da artéria renal, que diminuirá a pressão de perfusão renal levando a uma liberação de renina e também um aumento da produção de angiotensina II (Navar et al., 1998). As espécies reativas de oxigênio (EROS) como peróxido de hidrogênio são produzidas endogenamente e podem participar da sinalização intra e extracelular, incluindo a mediação de respostas produzidas pela angiotensina II. Injeção intracerebroventricular de peróxido de hidrogênio ou o aumento de peróxido de hidrogênio endógeno utilizando o inibidor da catalase ATZ reduziu a resposta pressora da angiotensina II central em ratos normotensos (Lauar et al., 2010). Nos ratos com hipertensão renovascular, injeções subcutâneas de ATZ diminuíram a pressão arterial e a modulação simpática. A atividade simpática vasomotora está significativamente aumentada na hipertensão renovascular (Haeusler et al., 1972; Brody et al., 1984; Oliveira-Sales et al., 2014). A desnervação renal (DNX) tem sido uma terapia nova e emergente para tratar hipertensão resistente à terapia de fármacos. Entretanto, o mecanismo relacionado à redução da pressão arterial após a DNX permanece desconhecido. É sabido que os rins recebem projeções de neurônios eferentes do sistema nervoso central (SNC) e envia projeções aferentes para SNC (Guyenet, 2006). Neurônios pré-simpáticos da região rostroventrolateral do bulbo (RVL) e do núcleo paraventricular do hipotálamo (PVN) são requeridos para o controle do tônus simpático vasomotor e pressão arterial. Estudos sugerem que a ativação de mecanismos centrais e periféricos durante a hipertensão está associada com a liberação de mediadores inflamatórios, representado pelo aumento das citocinas pró-inflamatórias (IL-1, IL-6, TNF-±), e da redução de citocina anti-inflamatória (IL-10) (Shi et al., 2010a, 2010b; Sriramula et al., 2013). Essas citocinas podem modular a atividade neuronal via produção de EROS, pois, citocinas podem ativar a NADPH oxidase neuronal e microglial liberando EROS que podem modular a atividade neuronal (Shi et al., 2010b) e esse conjunto de ações podem contribuir para manter o estado hipertensivo. Com isso, o objetivo desse novo projeto é estudar os efeitos da combinação da desnervação renal total (TRDNx) com o bloqueio sistêmico da catalase no modelo de hipertensão renovascular. Nós pretendemos esclarecer por quais mecanismos essas duas abordagens poderão reduzir a hipertensão nesse modelo. Nós pretendemos também verificar o papel do estresse oxidativo e da inflamação renal e de áreas centrais que podem estar envolvidas nessas respostas.