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Coorte da tríade gestacional hiperglicemia, incontinência urinária e perfil clínico, molecular e ômico da miopatia hiperglicêmica na predição de incontinência e disfunção muscular e pesquisa translacional com biodevice para regeneração muscular em ratas

Processo: 18/10661-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Iracema de Mattos Paranhos Calderon
Beneficiário:David Rafael Abreu Reyes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/01743-5 - Coorte da tríade gestacional: hiperglicemia, incontinência urinária e perfil clínico, molecular e ômico da miopatia hiperglicêmica na predição de incontinência e disfunção muscular e pesquisa translacional com biodevice para regeneração muscular em ratas, AP.TEM
Assunto(s):Assoalho pélvico   Ultrassonografia

Resumo

O grupo de pesquisa "Diabetes e Gravidez - Clínico e Experimental" da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp investiga desde 2006, a fisiopatologia de diabete gestacional (DMG) e da hiperglicemia gestacional leve (HGL), denominadas neste estudo por hiperglicemia gestacional (HGG) e suas relações com as disfunções musculares do assoalho pélvico (DMAP) e incontinência urinária (IU) em estudos clínicos e experimentais. Após análise crítica no grupo e com parceiros nacionais e internacionais dos resultados obtidos, verificaram-se grandes lacunas que precisam ser preenchidas com estudos pré-clínicos e clínicos mais complexos. Os músculos do assoalho pélvico (MAPs) são estruturas de grande importância na manutenção dos órgãos pélvicos como bexiga, útero e junção uretrovesical, no mecanismo de fechamento esfincteriano uretral e anal, na mobilidade do canal vaginal e sexualidade. As estruturas e funcionalidade do Assoalho Pélvico (AP) podem ser avaliadas por diferentes recursos durante a gravidez, entre os quais se destacam a Ultrassonografia 3D (US), eletromiografia (EMG) e pela miografia que avalia a contratilidade ex vivo. Estudos demonstraram que a US 3D é efetiva na avaliação do AP em relação às medidas do diâmetro e área do hiato do elevador em repouso e na avaliação da funcionalidade, ou seja, durante máxima contração pélvica e durante manobra de Valsalva (aumento de pressão intra-abdominal sustentada). A EMG é exame padrão ouro para analisar recrutamento das unidades motoras por meio do registro extracelular da atividade bioelétrica gerada pelas fibras musculares, o que infere sobre a capacidade e integridade nervosa e muscular, bem como, para analisar efetivamente a atividade de interação muscular. Considerando a relação entre IU e os músculos reto abdominais (MRAs) e as dificuldades éticas de obtenção de múculos do assoalho pélvico de gestantes por ser procedimento invasivo, com viés ético, pois a própria paciente não se beneficia do procedimento, no nosso ponto de vista é necessário comprovar se a diminuição ou alteração da capacidade contrátil do músculo pela miografia da contração ex vivo com "miopatia hiperglicêmica gestacional" ("MHG") nos MRAs obtido no momento da cesárea. A hipótese sugerida é que haverá diferenças na funcionalidade dos MAPs, com resultado alterado no grupo com HG e IU quando comparado com os grupos controles. Objetivos: Analisar a influência dos marcadores funcionais da miopatia hiperglicêmica gestacional (MHG) dos MAPs, de avaliados por meio da US 3D, EMG e contratilidade ex vivo pelo miógrafo, na predição de IU 6-12 meses pós-parto (PP). A hipótese nula é que não haverá diferenças na funcionalidade dos MAPs, entre o grupo com HG e IU quando comparado com os grupos controles Metodologia: Serão incluídas primigestas ou secundigestas PP cesárea, entre 18 e 35 anos de idade, 24a -28a semanas gestacionais, não diabéticas e sem IU prévia a atual gestação, normotensas, gestação única, sem cirurgia uroginecológica, sem doenças relacionadas ao colágeno, sem neoplasias malignas; sem infecção ativa com vírus da hepatite A, B ou C e/ou HIV e sem doenças musculares degenerativas. Supondo amostragem aleatória simples sem reposição, erro tipo I igual a 0,05, poder de teste igual a 0,8, proporção de incidência de IU 6 meses PP=8% na coorte NG-C e ausência de confundimento, serão necessárias 38 gestantes por coorte para detecção de diferenças acima de 40% na proporção de incidência entre as coortes. As coortes serão formadas a partir das combinações entre o diagnóstico de HGG realizado entre 24a -28a semana e "IUEG" realizado em dois momentos de classificação: 24a -28a e 38a -40a semana gestacional. Portanto, as coortes serão definitivamente formadas ao final da 40a semana, sendo cada gestante classificada em uma das seguintes coortes: Coorte 1: Gestantes NGs continentes (NG-C); Coorte 2: Gestantes NGs incontinentes urinárias (NG-IU); Coorte 3: Gestantes HGs continentes (HGC) e Coorte 4: Gestantes HGs incontinente