Busca avançada
Ano de início
Entree

Composição polifenólica de Sematophyllum adnatum cultivado no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo

Processo: 18/08742-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Cláudia Maria Furlan
Beneficiário:Ana Paula Felici de Camargo
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Musgos   Fitoquímica   Compostos fenólicos

Resumo

As plantas em ecossistemas naturais desenvolvem diversas estratégias para se relacionar ativamente com as condições bióticas e abióticas do meio. Sendo organismos sésseis, a maior parte dessas estratégias envolve a produção de compostos químicos, denominados metabólitos secundários, que atuam como uma interface entre a planta e o meio, aumentando sua capacidade geral de sobrevivência. No último século, mudanças climáticas induzidas por atividade humana culminaram em novas imposições ambientais para essas plantas, gerando uma necessidade de se compreender como esses organismos reagem a tais mudanças. Atualmente, compreender como as espécies de ambientes naturais respondem à estressses bióticos e abióticos é tão importante quanto entender como as espécies em culturas, geneticamente limitadas, respondem a esses mesmos fatores. Por serem um dos primeiros grupos de plantas a colonizar o ambiente terrestre, os musgos desenvolveram, a partir de seu metabolismo secundário, mecanismos de adaptação chave para lidar com o clima e outros fatores de estresse presentes no ambiente. Nesse contexto, este projeto, em colaboração com pesquisadores de botânica, ecologia e química da Universidade de Wollongong (Austrália), tem como objetivo analisar a composição de metabólitos produzidos por musgos e entender como esse metabolismo de defesa evoluiu a partir de um grupo basal de plantas terrestres, até as angiospermas. Compreender a filogenia desses metabólitos secundários vegetais proporcionará informações vitais sobre quais plantas têm maior capacidade de adaptação ao clima em mudança global. Esta proposta visa analisar e comparar a composição de polifenóis de musgos da espécie Sematophyllum adnatum que será cultivada no Instituto de Biociências. Este projeto, em conjunto com estudos da mesma espécie ocorrente na Mata Atlântica e no Cerrado será o primeiro subsídio para responder duas questões principais: os compostos fenólicos atuam como mecanismo de defesa em todos os principais grupos de plantas terrestres? E, as plantas de diferentes domínios fitogeográficos e diferentes níveis filogenéticos respondem ao estresse ambiental ativando as mesmas defesas químicas?