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Exposição de ratos machos pré-púberes ao anti-inflamatório ibuprofeno: aspectos reprodutivos na geração F1

Processo: 18/07967-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Toxicologia
Pesquisador responsável:Arielle Cristina Arena
Beneficiário:Dayana Agnes Santos Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Fertilidade   Puberdade   Ibuprofeno   Modelos animais

Resumo

O ibuprofeno é um dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) mais prescritos na prática pediátrica. Este fármaco reduz a síntese de protaglandinas (PGs) via inibição da enzima Ciclo-oxigenase (COX-1 e COX-2). Estudos recentes vêm reportando uma infinidade de funções das PGs na gônada masculina, e fármacos inibidores da COX podem impactar negativamente o sistema reprodutor masculino. Além disso, analgésicos da classe dos AINEs podem ser considerados desreguladores endócrinos com efeitos antiandrogênicos, sendo capazes de alterar a função reprodutiva de homens e animais, desde a vida fetal até a idade adulta, em ambos os sexos. Estudos tem revelado que exposições durante a peripuberdade pode afetar a saúde de gerações subsequentes, através de mudanças epigenéticas nas células germinativas. Assim, esse projeto visa avaliar os efeitos da exposição de ratos machos ao ibuprofeno da fase juvenil a peripuberdade, sobre seus descendentes machos. Para tanto, serão utilizados ratos machos Wistar (n=40; 23 dias de idade) distribuídos em 4 grupos: Controle (CMC - carboximetilcelulose 1%); e três grupos que receberão três diferentes doses de ibuprofeno: 2,4; 7,2 ou 14,3 mg/kg/dia. O tratamento ocorrerá durante 31 dias consecutivos, por via oral (gavage). Os ratos serão mantidos até a maturidade sexual e serão acasalados com fêmeas nulíparas para obtenção dos descendentes machos (geração F1). Serão investigados os possíveis impactos na geração F1, avaliando o desenvolvimento físico, sexual e acompanhamento histológico do testículo em diferentes fases de desenvolvimento desses filhotes. (AU)