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A cosmopolítica da selva vivente: uma aproximação à proposta de Sarayaku

Processo: 17/17805-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Renato Sztutman
Beneficiário:Marina Ghirotto Santos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cosmopolítico   Mulheres   Comunidade indígena   Ontologia (filosofia)   Amazônia   Equador

Resumo

O objetivo desta pesquisa é analisar os problemas e propostas cosmopolíticos engendrados pela comunidade de Sarayaku, povo Kichwa habitante da Amazônia Equatoriana, através de sua proposta Kawsak Sacha/Selva Vivente. A selva vivente é um chamado pelo reconhecimento jurídico-político da existência de seres (runas) "além de humanos", assim como uma demanda por alternativas ao extrativismo e às raízes do Antropoceno. Será realizada uma etnografia que enfoque o que chamaremos de "eventos diplomáticos cosmopolíticos", lugares-momentos em que agências humanas e não humanas, indígenas e não indígenas são postas em movimento, fazendo e desfazendo alianças e visibilizando distintas ontologias. Com especial atenção ao movimento político das mulheres de Sarayaku e às entidades femininas dadas a ver pela selva vivente, o problema gira em torno de como pensar a política num mundo em que vários e distintos seres compartilham agências com aquilo que chamamos de "humanos" e convidam o mundo moderno a refletir sobre suas próprias concepções do que é ou pode ser aquilo que chamamos de política e de natureza. (AU)