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História da Geografia Escolar no período Vargas (1930-1945): disputas em torno dos sentidos de nação a partir das temáticas físico-naturais

Processo: 18/08542-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Rafael Straforini
Beneficiário:Thiago Manhães Cabral
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/04313-0 - As interações entre as geografias acadêmica e escolar francesa com a geografia escolar brasileira e suas práticas didáticas, BE.EP.DD
Assunto(s):Identidade nacional   Território   Ensino de geografia   Era Vargas   Material didático   Análise do discurso   História da geografia

Resumo

O objetivo da pesquisa é compreender como a Geografia Escolar contemporânea ao Estado nacional-patriótico varguista (1930-1945) aciona, por meio das temáticas físico-naturais presentes nos materiais didáticos, os sentidos discursivos de território e identidade nacional brasileira. Para tanto, parto do pressuposto de que os conhecimentos geográficos ligados às temáticas da natureza atravessam - ou mesmo constroem - sentidos específicos em que grupos colocam em disputas, principalmente a partir da década de 1930, os marcos discursivos da Geografia Escolar, novas lutas por significação de currículo escolar e a construção de sentidos territoriais pautados no ideário nacional-patriótico. Nesse movimento, assumo os pressupostos pós-estruturalistas da teoria do discurso de Ernesto Laclau como referência de método para analisar parte da história da disciplina escolar Geografia, considerando-a, em tal contexto, como um elemento-momento do político. Lancei mão dos recursos metodológicos da pesquisa qualitativa, privilegiando a pesquisa documental, com a análise dos materiais didáticos da Geografia, de manuais escolares e obras acadêmicas de referência para a Geografia Escolar. Pretendo, ao final, elucidar a materialização do processo de construção de sentidos para o território e para a nacionalidade por meio das práticas de significação da Geografia Escolar, identificando suas impressões em orientações pedagógicas e nos materiais didáticos produzidos no período de análise proposto, prestando especial para a análise do discurso inerente à linguagem, ao tratamento cartográfico e às superfícies imagéticas que dão forma às representações das temáticas físico-naturais. Por fim, penso que esta revisitação às funções e práticas discursivas da Geografia Escolar no Brasil pode ser pertinente para uma reflexão acerca do papel das práticas pedagógicas em Geografia ao trabalhar o espaço brasileiro, práticas estas que, em certos aspectos, preservam-se até hoje. (AU)

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