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Biotransformações da bacarina da própolis verde utilizando fungos filamentosos e bactérias da microbiota intestinal

Processo: 18/03476-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Niege Araçari Jacometti Cardoso Furtado
Beneficiário:Adriany Dias Fonseca
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:17/04138-8 - Realização de estudos químicos, analíticos, biológicos, farmacológicos e tecnológicos para preenchimento das lacunas no desenvolvimento do setor de própolis brasileiro, AP.TEM
Assunto(s):Biotransformação   Produtos naturais

Resumo

A própolis verde possui alto valor comercial e medicinal e dentre seus constituintes encontra-se a bacarina, uma das substâncias majoritárias encontradas na Baccharis dracunculifolia, principal fonte botânica da própolis verde. A bacarina destaca-se por inibir a enzima aldo-ceto redutase 1C3, a qual na glândula mamária converte 4-androstano-3,17-diona em testosterona que posteriormente pode ser convertida em 17²-estradiol, além de converter estrona para 17²-estradiol. Na próstata esta enzima converte 4-androstene-3,17-diona e 5a-androstano-3,17-diona para testosterona e 5±-diidrotestosterona, respectivamente. Portanto, a inibição desta enzima é benéfica para evitar a proliferação de células tumorais em dois tipos de neoplasias altamente prevalentes: câncer de mama e de próstata. Os estudos de biotransformação com fungos filamentosos podem fornecer o mesmo metabólito produzido no organismo humano e o uso de bactérias da microbiota intestinal em estudos de metabolismo in vitro é importante, pois estes micro-organismos são capazes de metabolizar fármacos e alimentos após a ingestão. Neste projeto propõe-se a realização de estudos de biotransformação da bacarina iniciando com uma triagem envolvendo duas linhagens de fungos filamentosos e três linhagens de bactérias do trato gastrointestinal em culturas isoladas e mistas. Serão obtidos extratos das culturas e os mesmos serão analisados por CCDC e ainda CLAE-DAD. O processo mais promissor será selecionado para o desenvolvimento em escala ampliada e os produtos majoritários serão isolados e elucidados. Não há trabalhos de biotransformação da bacarina e com este estudo pretende-se obter informações para compreender como esta substância pode ser transformada no organismo humano, bem como contribuir para a obtenção de novos derivados. (AU)