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Diversificação e conservação da flora montana da Cadeia do Espinhaço: construindo uma flora mega-diversa em um mosaico de histórias evolutivas

Processo: 18/02191-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:José Rubens Pirani
Beneficiário:Thais Nogales da Costa Vasconcelos
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Angiospermas   Biogeografia   Sistemática   Campos rupestres

Resumo

A distribuição desigual da biodiversidade sobre a superfície terrestre é resultado da longa interação entre o ambiente e a história evolutiva dos organismos. Essa relação faz com que certas regiões sejam muito mais heterogêneas e ricas em espécies por área do que o esperado. Esse é o caso da Flora Montana da Cadeia do Espinhaço (FMCE), região do Brasil Centro-Oriental com um número de espécies de plantas muito superior à média brasileira. As crescentes alterações climáticas e degradação ambiental ameaçam destruir o equilíbrio dessa biota antes que sua megadiversidade seja completamente entendida. O presente projeto de pesquisa visa a elucidar os padrões de diversificação que levaram à formação florística particular da FMCE por meio da análise macroevolutiva de seus grupos de plantas mais emblemáticos. Nove linhagens de angiospermas com particular diversidade nesses ambientes, entre monocotiledôneas e eudicotiledôneas, são propostos inicialmente como grupos-modelo para responder as questões descritas aqui. Em uma primeira parte, o projeto buscará responder: como e quando a FMCE como conhecemos hoje se diversificou, que processos biogeográficos mais influenciaram a formação desta, que tipo de dinâmica macroevolutiva resultou na alta diversidade de espécies presentes ali e como se deu a especialização de caracteres vegetativos e reprodutivos nesse ambiente ao longo do tempo. Em uma segunda parte, o projeto utilizará a história evolutiva dessas linhagens para mapear atributos de diversidade evolutiva (ADEs) na área da FMCE, incluindo riqueza de espécies, diversidade filogenética, diversidade funcional e potencial evolutivo. Estes serão contrastados entre si, de forma a verificar que pares de ADEs estão correlacionados. ADEs serão mapeados em comparação às áreas das unidades de conservação existentes (UC), inferindo como elas poderiam ser expandidas ou modificadas de forma a incluir o maior valor de ADE com o menor custo. É esperado que os resultados da pesquisa possam ser extrapolados para outras áreas megadiversas do globo, buscando responder questões evolutivas mais abrangentes. A inclusão de ADEs como critério na delimitação de áreas de preservação aumenta a atratividade de políticas de conservação por parte da comunidade cientifica e de agências responsáveis do governo.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
COLLI-SILVA, MATHEUS; VASCONCELOS, THAIS N. C.; PIRANI, JOSE RUBENS. Outstanding plant endemism levels strongly support the recognition of campo rupestre provinces in mountaintops of eastern South America. Journal of Biogeography, v. 46, n. 8, p. 1723-1733, AUG 2019. Citações Web of Science: 0.

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