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Relação entre proteína ligante de ácidos graxos tipo 4 e a biologia de vacúolos macrofágicos infectados com Leishmania

Processo: 18/07306-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Danilo Ciccone Miguel
Beneficiário:Mariana Borges Costa
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/21129-4 - O papel das proteínas ligantes de ácidos graxos na infecção de macrófagos por Leishmania: um alvo potencial para novas drogas contra leishmaniose, AP.JP
Assunto(s):Leishmania   Infecções por protozoários   Leishmaniose   Vacúolos   Saúde pública

Resumo

No Brasil, foram reportados entre 2007 e 2016 cerca de 23.000 casos de leishmaniose, em suas várias formas clínicas, por ano. Logo, esta protozoose ainda representa um problema significativo para a saúde pública, sendo ainda bastante complexo do ponto de vista terapêutico, uma vez que os fármacos disponíveis no país são tóxicos e requerem administração parenteral. A leishmaniose é uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Leishmania transmitidos pela picada da fêmea de insetos flebotomíneos infectados. No hospedeiro vertebrado, os parasitos infectam diversas células do sistema mononuclear fagocitário, principalmente macrófagos, e permanecem em vacúolos parasitóforos como amastigotas, onde modulam o ambiente para garantir sua sobrevivência. Uma das estratégias de sobrevivência é a tomada de nutrientes do hospedeiro, por ex. ácidos graxos, para incorporação em rotas biossintéticas do parasito. Diversos estudos demonstraram que as proteínas ligantes de ácidos graxos (FABPs) transportam ácidos graxos para diversos compartimentos celulares em macrófagos, células nas quais a proteína FABP do tipo 4 (FABP4) é abundante e atua no controle da disponibilidade de mediadores lipídicos e ácidos graxos no citosol. Como os parasitos dependem metabolicamente dessas moléculas, essa proteína pode exercer influência no sucesso da infecção. Além disso, estudos anteriores demonstraram que o número de transcritos de FABP4 em macrófagos está aumentado após infecções por Leishmania (Leishmania) amazonensis. Portanto, com o presente projeto, objetiva-se determinar a localização da proteína FABP4 em macrófagos não infectados e infectados por L. (L.) amazonensis ou L. (Viannia) braziliensis, espécies que sobrevivem em vacúolos parasitóforos com características distintas. Além disso, serão avaliadas alterações no tamanho e morfologia dos vacúolos parasitóforos mediante infecção na ausência e na presença de inibidor específico dessa proteína. Paralelamente serão também quantificados os níveis de transcritos de FABP4 em macrófagos infectados com L. (V.) braziliensis para comparação com dados já obtidos pelo grupo para L. (L.) amazonensis. Finalmente, espera-se com este estudo que sejam determinadas condições cruciais para a sobrevivência do parasito no interior de vacúolos parasitóforos mediadas por FABP4, abrindo perspectivas para a busca de novos alvos terapêuticos contra esta infecção. (AU)