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Estudo de técnicas para avaliação de efeitos citogenotóxicos e histopatológicos em anfípodes Parhyale hawaiensis alimentados com ração contendo nanopartículas de prata

Processo: 17/16168-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Vicente Gomes
Beneficiário:Marina Tenório Botelho
Instituição-sede: Instituto Oceanográfico (IO). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/14398-2 - Biomarcadores histopatológicos, comportamentais e reprodutivos em anfípodes marinhos expostos a poluentes emergentes, BE.EP.DR
Assunto(s):Ecofisiologia   Nanopartículas

Resumo

Espécies bioindicadoras estão sendo cada vez mais utilizadas para monitoramento ambiental e avaliação de impactos, por isso quanto mais diversificada, em termos de nichos ecológicos, forem as opções de organismos-teste, maior será a proteção do ambiente e a capacidade de mitigar os danos no mesmo. Os anfípodes são importantes na teia trófica, o que faz deles bons indicadores em potencial. A espécie Parhyale hawaiensis tem um futuro promissor como organismo-teste por já atender vários requisitos, que são facilidade de cultivo em laboratório, período entre gerações relativamente curto, relativa sensibilidade a compostos tóxicos, reprodução durante todo o ano e ser suscetível a manipulações experimentais. Porém, apesar de já apresentarem uma série de vantagens para serem utilizados como organismos-teste, esses anfípodes ainda carecem de estudos básicos, como a descrição das células da sua hemolinfa e da sua histologia básica. Os hemócitos podem ser utilizados para análises citogenotóxicas, como o ensaio cometa e ensaio de anormalidades nucleares, que poderiam ser realizados para avaliação do dano ao material genético que os contaminantes causam nos indivíduos. Alterações histopatológicas geradas por poluentes também podem ser avaliadas com um conhecimento maior da histologia básica da espécie. Portanto, nesse trabalho pretende-se realizar estudos relativos à biologia básica da P. hawaiensis que facilitem o desenvolvimento de protocolos de análises citogenotóxicas e de alterações histopatológicas para avaliar o efeito de contaminantes nessa espécie. Com a finalidade de testar esses protocolos, os anfípodes serão expostos via alimentação a nanopartículas de prata. As nanopartículas são definidas por sua dimensão entre 1 e 100nm e estão sendo cada vez mais utilizadas na indústria, porém seu comportamento nos diferentes ecossistemas e os danos que causam nos organismos ainda não são completamente conhecidos. As nanopartículas de prata são amplamente utilizadas como bactericida em uma série de produtos, como cosméticos, roupas e detergente, tendo as maiores taxas de comercialização dentre as nanopartículas metálicas, aumentando o risco de serem descartadas em maiores quantidades no ambiente. Além disso, há ainda a possibilidade de utilização das nanopartículas de prata como anti-incrustante no meio marinho, o que aumentaria ainda mais sua concentração nele. O mecanismo mais aceito de ação dessas nanopartículas é por meio da geração de espécies reativas de oxigênio, conhecidas por serem altamente reativas e causarem diversos danos, como oxidação de membranas lipídicas, de proteínas e alteração nos ácidos nucleicos das células. Por isso, seria importante avaliar o efeito que as nanopartículas poderiam causar no material genético e também nos órgãos dos anfípodes P. hawaiensis.