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Estudo prospectivo para elucidar redes imunorreguladoras sistêmicas e microambientes tumorais relacionados à falha do tratamento com anti-PD1 em pacientes com NSCLC e melanoma em estágio IV

Processo: 18/06409-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Kenneth John Gollob
Beneficiário:Amanda Braga de Figueiredo
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunorregulação   Imunoterapia   Melanoma

Resumo

A eficácia da terapia anti-PD1 é de até 45% em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC), quando terapia de primeira escolha. Em pacientes com melanoma maligno, a eficácia é ainda menor, em torno de 30%. O estudo de fatores responsáveis pela falha do tratamento é fundamental para o desenvolvimento de novas propostas terapêuticas. Dois fatores são essenciais para influenciar a resposta do paciente ao tratamento: o perfil imunorregulador de um paciente, incluindo subpopulações de células apresentadoras de antígenos (APCs) e linfócitos T, e a natureza genética do próprio tumor, representada por mutações e geração de neoantigênios. Acreditamos que o balanço entre subpopulações de APCs e linfócitos T pode determinar a resposta de pacientes com NSCLC ou melanoma à imunoterapia, e ainda ser influenciado pelas características genéticas do tumor. Este projeto trata de um estudo de coorte prospectivo, não intervencionista, que avaliará o estado imunológico de 40 pacientes com melanoma metastático e 40 pacientes com NSCLC em estágio IV tratados com anti-PD1 (como terapia de primeira escolha) e que serão acompanhados por 24 meses, período em que os indivíduos serão divididos entre respondedores e não-respondedores ao tratamento. Serão avaliados o perfil imune celular no tecido tumoral e no sangue periférico, o infiltrado inflamatório no tecido tumoral e o perfil de substâncias imunes solúveis, além da caracterização genética do tumor. A identificação de marcadores de responsividade, bem como esclarecer os mecanismos responsáveis pela falha terapêutica, indicarão novas abordagens para o desenvolvimento de terapias adjuvantes ao tratamento com anti-PD1.