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O avanço do imobiliário sob a periferia no século XXI: transformações na produção do espaço em Itaquera

Processo: 18/02986-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional - Fundamentos do Planejamento Urbano e Regional
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Maria Beatriz Cruz Rufino
Beneficiário:Isadora Fernandes Borges de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Produção do espaço   Habitação   Urbanização   Periferia   Mercado imobiliário   São Paulo (SP)

Resumo

Devido ao processo mundial de globalização e reestruturação produtiva iniciado nos anos 1970, o espaço urbano e a propriedade privada da terra se reforçam como fronteira de acumulação do capital, marcando uma nova fase de acumulação do capitalismo global (HARVEY, 2014) a partir do movimento de interação cada vez mais frequente entre o capital financeiro e o imobiliário, alterando consequentemente, a produção do espaço. No Brasil, grandes transformações territoriais são vistas nas metrópoles no séc. XXI, impulsionadas por mudanças institucionais implementadas pelo Governo Federal, estimulando a atuação do setor imobiliário na produção de habitação para mercado, onde a metrópole paulista se destaca como expressão máxima destes movimentos devido ao seu avançado processo de metropolização. Neste contexto, a pesquisa busca analisar o fenômeno recente de expansão da produção imobiliária de mercado ("habitação econômica") rumo às periferias precárias da metrópole de São Paulo, tendo por objetivo compreender suas formas específicas, os significados deste avanço sob as demais formas de produção e as transformações destes territórios periféricos, admitindo como reflexão empírica as mudanças vislumbradas em Itaquera na última década, onde o setor imobiliário mercantil passa a assumir um protagonismo cada vez maior na produção e reprodução destes espaços, se apropriando dos ganhos de produção do espaço cotidiano socialmente produzido, justapondo-se a formas históricas de produção do espaço local. Como hipótese central temos ainda que o crescente protagonismo da produção imobiliária mercantil em áreas historicamente consolidadas sob condições precárias de urbanização acaba por ampliar a fragmentação destes espaços e exacerba suas desigualdades. (AU)

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