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Cor e contraste da flor para os polinizadores em vegetações sazonais de plantas: influência da coloração do segundo plano e da iluminação

Processo: 18/11985-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Leonor Patricia Cerdeira Morellato
Beneficiário:Amanda Eburneo Martins
Supervisor no Exterior: Montserrat Arista Palmero
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro, SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidad de Sevilla (US), Espanha  
Vinculado à bolsa:17/15152-1 - Padrões sazonais na oferta de cores de flores e a polinização no cerrado, BP.MS
Assunto(s):Polinização   Interação planta-animal   Cor   Flores   Sazonalidade   Comunicação visual

Resumo

A cor das flores é considerada uma importante mediadora entre as interações planta-animal. Visto que o sistema visual difere entre os visitantes florais, os sinais florais de atração precisam ser ajustados ao sistema cognitivo dos polinizadores. Além disso, algumas condições ambientais como as diferentes estruturas de vegetação, as condições de iluminação e o clima sazonal, podem interferir no contraste da flor com o segundo plano gerando consequências na detecção da flor pelo polinizador. Neste projeto nós iremos comparar as cores das flores de acordo com o sistema visual dos polinizadores em diferentes estruturas de vegetação presentes em três comunidades de plantas: a vegetação lenhosa do cerrado, a vegetação arbustiva da Bacia do Mediterrâneo e a vegetação aberta dos campos rupestres, para responder as seguintes questões: (a) Como é a diversidade de cor das flores em cada vegetação? (b) O contraste das flores com o segundo plano diferem entre as três vegetações sazonais devido a diferenças na coloração de fundo dominante e a incidência de luz? Para descrever as cores das flores, mediremos a refletância da flor com um espectrofotômetro no comprimento de onda de 300 a 700 nm, que cobre toda a faixa visual dos polinizadores. Para comparar as cores das flores entre as vegetações, nós iremos utilizar variáveis de cor calculadas a partir do espectro de refletância, que são brilho, croma, matiz, contraste cromático e acromático, utilizando análise de variância. Nós esperamos encontrar diferenças na diversidade de cor das flores e contraste entre o cerrado, o campo rupestre e a comunidade arbustiva mediterrânea, que serão relacionadas com a importância da síndrome de polinização em cada vegetação, mas também como uma adaptação para manter a conspicuidade das flores em diferentes condições ambientais. (AU)