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Os funerais na comunidade atingida de Paracatu de Baixo

Processo: 18/07693-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Rural
Pesquisador responsável:Jorge Luiz Mattar Villela
Beneficiário:Gabriela de Paula Marcurio
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Antropologia política   Etnografia   Rituais funerários   Comportamento ritualístico   Comunidade rural

Resumo

Este projeto de pesquisa tem o intuito de realizar uma etnografia a respeito dos rituais de cuidar e velar os mortos em suas próprias residências e, posteriormente, sepultá-los no cemitério na comunidade rural de Paracatu de Baixo. Esses rituais foram impedidos junto a uma série de transformações imperativas às quais a população foi submetida, devido ao rompimento da barragem de Fundão, em 05 de novembro de 2015. Diante do deslocamento territorial para a sede municipal de Mariana, Minas Gerais, a comunidade foi dissolvida no meio urbano, seus modos de vida fundamentados nas atividades rurais foram impossibilitados, assim como a continuidade dos rituais e das relações estabelecidas. Tenho como hipótese que os rituais fúnebres são práticos que congregam os membros da comunidade diante do desenraizamento que essa sofreu, considerando tais rituais como uma maneira de reafirmar a própria noção de "comunidade". Para isso, pretendo relatar como a população se articula para organizar os funerais em um cenário deslocado de seu original, evidenciando as interpretações e estratégias a respeito dos rituais fúnebres e suas consequências para os vivos, a comunidade e os mortos. (AU)