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Eritromicina na aquicultura: estudos de incorporação do fármaco na ração e de depleção residual em peixe

Processo: 18/05536-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Jonas Augusto Rizzato Paschoal
Beneficiário:Sarah Chagas Campanharo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/18334-0 - Resíduos de medicamentos veterinários em alimentos: métodos analíticos multiclasses empregando LC-MS/MS, dados de exposição e estudos de depleção residual, AP.JP
Assunto(s):Aquicultura   Farmacologia veterinária   Anti-infecciosos   Eritromicina   Período de carência

Resumo

A aquicultura é um sistema intensivo dedicado à produção de animais aquáticos como peixes e crustáceos, prática que gera produtos mais homogêneos e rastreáveis, porém, representa um ambiente favorável à propagação de doenças. No Brasil, a aquicultura se mostra em franca expansão. Embora seja crescente a expansão do mercado de produtos para saúde animal e medicamentos veterinários, há poucas opções de medicamentos regulamentados para uso na aquicultura no Brasil, o que pode induzir ao uso inapropriado de produtos e substâncias. Diante disso, verifica-se um cenário de grande demanda por novas alternativas terapêuticas que sejam efetivas contra as principais moléstias que afetam as espécies aquícolas de interesse comercial para o Brasil e que possam vir a ser regulamentadas para uso veterinário nesse setor. A eritromicina é um antimicrobiano macrolídeo, amplamente conhecido e utilizado na medicina humana e veterinária, o qual atua interferindo na síntese protéica bacteriana. Este fármaco apresenta ampla atividade contra bactérias gram-positivas, como estreptococos, estafilococos e diplococos gram-positivos, sendo que há pelo menos três espécies de Streptococcus causadoras de surtos com grandes perdas e impacto econômico no Brasil. Apesar da eritromicina ser um antibiótico de alta potência, seu uso na piscicultura ainda não se encontra regulamentado no Brasil, apesar de já ser aprovado para uso em outros países. Neste projeto, dispõe-se a realizar um estudo de depleção residual da eritromicina em pacu após administração oral visando-se estimar um período de carência mínimo a ser recomendado, considerando as questões de segurança alimentar. Para tanto, será também realizado um estudo de incorporação do fármaco na ração visando a obtenção de um processo homogêneo e capaz de evitar ou amenizar o risco de lixiviação do fármaco da ração para o ambiente aquático. Ainda, será desenvolvido um método analítico empregando a promissora técnica de microextração líquido-líquido dispersiva na etapa de preparo de amostra e a cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas. (AU)