Busca avançada
Ano de início
Entree

Trajetória da saúde mental e de uso de serviços entre crianças/adolescentes brasileiros e ingleses: estudo de seguimento longitudinal

Processo: 18/12747-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 10 de agosto de 2018
Vigência (Término): 01 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano
Pesquisador responsável:Cristiane Silvestre de Paula
Beneficiário:Cristiane Silvestre de Paula
Anfitrião: Sara Evans-Lacko
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Instituto Presbiteriano Mackenzie. São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of London, Inglaterra  
Assunto(s):Epidemiologia   Saúde pública

Resumo

INTRODUÇÃO: Os problemas de saúde mental costumam ser crônicos e iniciar na infância/adolescência, sendo que entre 25% e 75% dos casos identificados na vida adulta poderiam ter sido prevenidos e/ou minimizados se tivessem recebido tratamento adequado anteriormente. Paralelamente a isso, intervenções precoces têm se mostrado mais efetivas para tratar problemas de saúde mental que intervenções tardias, além de contribuírem para a promoção do desempenho acadêmico, na melhora de relacionamentos sociais com colegas e familiares, assim como na prevenção de abuso de substâncias, entre outros aspectos que podem ter consequências determinantes no decorrer da vida das pessoas. Além disso, crianças/adolescentes com problemas de saúde mental que não assistidas corretamente, perdem a oportunidade de desenvolver suas potencialidades num momento crucial do desenvolvimento.Entretanto, a maioria das crianças/adolescentes com problemas de saúde mental ao redor do mundo não recebe tratamento completo, envolvendo prevenção, promoção e reabilitação. Por se tratar de uma área de estudo relativamente nova, ainda não há consenso sobre a taxa exata de crianças/adolescentes que não consegue acessar o sistema formal de saúde/educação, e menos ainda sobre o perfil e a qualidade do atendimento recebido. Mesmo em países com sistemas públicos de saúde bem estruturados, de acesso universal e gratuito para todos os cidadãos, como é o caso do Brasil e da Inglaterra, uma parte significativa das crianças/adolescentes com problemas de saúde mental não recebe assistência. Por isso, estudos que ajudem a compreender quais os fatores envolvidos nesse processo são importantes, pois podem contribuir para o aprimoramento de políticas públicas que levem a maior inclusão. Os objetivos deste estudo são: (1) descrever e comparar o perfil de uso de serviços formais (de saúde, educação, justiça e assistência social) e informais de crianças/adolescentes brasileiros e ingleses, e (2) identificar barreiras e facilitadores na busca e obtenção de assistência para os problemas de saúde mental na infância/adolescência, verificando se essas barreiras/facilidades têm relação com características pessoais, familiares e sociais dos sujeitos, comparando a amostra brasileira com a inglesa.MÉTODODesenho do estudo: Estudo Epidemiológico de Coorte e Multicêntrico. Local: São Paulo - SP, Porto Alegre - RS e região metropolitana de Londres, Inglaterra. Amostra populacional e aleatória de crianças/adolescentes recrutadas a partir de escolas, que foram avaliadas em dois momentos. Na 1ª fase do estudo, participaram 2.500 crianças/adolescentes brasileiras e 407 crianças/adolescentes ingleses. Entre 18 e 24 meses depois, foram reavaliados 1.413 crianças/adolescentes do Brasil e 407 crianças/adolescentes da Inglaterra. Instrumentos/medidas: para avaliação de problemas de saúde mental foi utilizado o Questionário de Capacidades e Dificuldades/Strength and Difficulties Questionnaire (SDQ). Para medida de uso de serviços, tipo de atendimento e barreiras/facilitadores de acesso ao tratamento, empregou-se o questionário Service Assessment for Children and Adolescents (SACA). Para a coleta de dados pessoais, familiares e sociais dos sujeitos da amostra, elaborou-se um Questionário de caracterização demográfica familiar e utilizou-se também o Questionário da ABEP sobre condição socioeconômica familiar. RESULTADOS ESPERADOS: Estabeleceremos a frequência de uso de serviços para problemas de em saúde mental na infância/adolescência, descrendo detalhadamente o perfil de assistência, por tipo de serviço e tipo de profissional, no Brasil e na Inglaterra.Por meio de análises multifatoriais, identificaremos barreiras e facilitadores de acesso ao tratamento para problemas de saúde mental entre crianças/adolescentes brasileiros e ingleses.