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Nietzsche: o eterno retorno do mesmo e o espírito de vingança

Processo: 18/09067-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Henry Martin Burnett Junior
Beneficiário:Hugo José de Carvalho Vedovato
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/12953-9 - Poiésis máxima: uma abordagem do eterno retorno nietzscheano., BE.EP.MS
Assunto(s):Eterno retorno   Metafísica

Resumo

O projeto analisa o pensamento do eterno retorno do mesmo, como apresentado por Friedrich W. Nietzsche, investigando sua interpretação enquanto êmulo do ressentimento existencial. Nietzsche rastreia este sentimento na origem daquilo que talvez seja o alvo de suas críticas mais severas: a metafísica ocidental - e, por implicação, berço também daquelas que considera, respectivamente, sua instituição geminada e sua consequência incontornável: a moralidade e o niilismo. Enquanto parte considerável do corpus nietzscheano visa minar os alicerces da metafísica e da moral, o pensamento do eterno retorno surge como experimento que se propõe uma alternativa a elas (bem como à vertente reativa do niilismo), apresentando-se como exame e tentativa de superação da causa deste ressentimento: a impotência do tipo humano frente à passagem do tempo - evidência da inviabilidade de imposição integral de sua vontade sobre a existência. Além do estudo do desenvolvimento e extensão do eterno retorno na obra de Nietzsche e a averiguação do modo pelo qual se interliga com a problemática supracitada, tenciona-se aqui ainda uma avaliação e posicionamento acerca de sua sustentabilidade enquanto visão cosmológica, bem como da necessidade ou não da prova desta sustentabilidade para seu funcionamento, tanto como censura aos - assim ditos por Nietzsche - delírios de onipotência do humano frente a sua existência, quanto como um possível elixir contra a agonia do reconhecimento destes delírios como tais. (AU)