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Investigação da presença de células amebóides em Carcinoma Epidermóide de Boca e sua participação no processo de metástase

Processo: 17/25022-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Camila de Oliveira Rodini Pegoraro
Beneficiário:Rafael Carneiro Ortiz
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07245-9 - Investigação do papel das células-tronco de câncer e do microambiente no processo de transição epitélio-mesenquimal, invasão e metástase do carcinoma epidermóide de boca, AP.JP
Assunto(s):Patologia bucal   Carcinoma de células escamosas   Metástase   Células-tronco neoplásicas   Células neoplásicas circulantes   Transição epitelial-mesenquimal

Resumo

O Carcinoma Epidermóide de Boca (CEB) é uma das neoplasias mais comuns da região de cabeça e pescoço e resulta em alta morbidade e mortalidade anualmente, estando o pior prognóstico relacionado à presença de metástase em linfonodos cervicais. O processo de metástase tem sido associado a uma subpopulação de células tumorais, chamadas células-tronco de câncer (CSC, do inglês Cancer Stem Cells), que consistem em uma pequena população de células com propriedades de células-tronco. Sabe-se, ainda, que há uma ligação entre as CSC e o processo de transição epitélio-mesenquimal (EMT, do inglês epithelial-mesenchymal transition), que explica a maior capacidade de migração e potencial metastático comparado com as demais células tumorais. Além disso, quando as células tumorais se desprendem do local primário do tumor e entram na circulação periférica são chamadas de Células Tumorais Circulantes (CTCs, do inglês circulating tumor cells), capazes de se depositarem em linfonodos e outros órgãos, onde podem proliferar e originar eventuais tumores metastáticos. Atualmente, acredita-se que as CSC capazes de migrar e colonizar locais distantes tenham o fenótipo amebóide e possam estar ou não em EMT. Nesse contexto, o objetivo deste estudo é quantificar e caracterizar as células com fenótipo amebóide em CEB, tanto em tecido tumoral parafinado primário e linfonodos metastáticos correspondentes, quanto em amostras de sangue periférico de pacientes com estágio avançado da doença, buscando-se avaliar a associação das propriedades biológicas relacionadas ao fenótipo tronco tumoral e amebóide, com o comportamento invasivo e metastático do CEB. Para esse fim, a expressão de marcadores amebóides será avaliada, por meio de imunofluorescência em amostras teciduais parafinadas, sendo os dados posteriormente relacionados com parâmetros clinicopatológicos. As CTCs no sangue periférico de pacientes com CEB avançado serão paralelamente isoladas, quantificadas e caracterizadas, por meio de imunofluorescência e qPCR, em relação ao seu fenótipo de CSC e amebóide. Acredita-se que, ao final do projeto, o estudo das CSC possa ser capaz de fornecer informações de valor prognóstico, assim como a identificação das CSC amebóides no tumor primário, no sangue periférico e nos linfonodos metastáticos possa ser futuramente utilizada como preditor de risco de metástases e eficácia terapêutica no controle do CEB. (AU)