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O papel do microRNA-22 nas complicações metabólicas devido obesidade materna em camundongos

Processo: 18/13793-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 31 de outubro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Alice Cristina Rodrigues
Beneficiário:Erica de Sousa
Supervisor no Exterior: Da Zhi Wang
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Harvard University, Boston, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:16/08202-0 - Avaliação da expressão de microRNAs no tecido adiposo relacionados a comunicação neuro-adiposa na prole de camundongos com obesidade induzida por dieta hiperlipídica, BP.DR
Assunto(s):Tecido adiposo   Fisiologia endócrina   Herança materna

Resumo

A obesidade tem aumentado em todo o mundo de uma forma alarmante. É bem conhecido que os fatores de risco para a obesidade são uma combinação de fatores genéticos e ambientais que levam a uma ingestão de energia cronicamente desequilibrada em relação ao seu gasto. A obesidade em mulheres em idade reprodutiva é particularmente preocupante, pois há evidências contundentes de que nascer de uma mãe obesa não só tem efeitos prejudiciais imediatos na mãe e no recém-nascido, mas também aumenta o risco de desenvolvimento de distúrbios metabólicos na criança. Isso pode ser parcialmente explicado pela transmissão dos genes de suscetibilidade à obesidade de mãe para filho. No entanto, evidências convincentes de estudos em animais sugerem que os mecanismos epigenéticos programados no desenvolvimento uterino em um ambiente obesogênico desempenham um papel importante. Com relação aos mecanismos epigenéticos na obesidade, verificou-se que os microRNAs são desregulados no tecido adiposo da obesidade induzida por dieta, após exposição crônica ao frio, e da prole de mães obesas, sugerindo que podem ter um papel no desenvolvimento da obesidade. A comunicação entre o tecido adiposo e o sistema nervoso regula o gasto energético, modificado pela obesidade. Nesse contexto, o tecido adiposo marrom tem sido implicado como um importante sítio de gasto energético facultativo, e sua deficiência resulta em obesidade na ausência de hiperfagia. O tecido adiposo branco, diferenciado do marrom em virtude de suas células com gotícula de gordura única, núcleo perifericamente colocado e poucas mitocôndrias, contém células que expressam altos níveis de UCP1 e assumem uma aparência multilocular após estimulação prolongada pelo frio, o que aumenta o estímulo simpático. O interesse biomédico nos adipócitos marrons e beges centrou-se no potencial terapêutico de ambas as células para combater a obesidade. Um estudo anterior mostrou que a perda de miR-22-3p em camundongos machos aumentou o gasto de energia e promoveu uma menor expansão de gordura após a dieta rica em gordura. A fim de provar o papel do miR-22 na alteração do remodelamento do tecido adiposo na prole de mães obesas, propomos estudar este modelo de obesidade intergeracional em um contexto de nocaute miR-22. Nossa hipótese é que filhotes fêmeas de mães obesas sem expressão de miR-22 têm adiposidade aumentada e são mais responsivas à obesidade induzida por dieta e menos responsivas a abordagens terapêuticas como exercício do que em prole de mães eutróficas.