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Estratégias nutricionais em espécies arbóreas de Cerrado e Floresta Estacional semidecídua

Processo: 18/11557-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 24 de setembro de 2018
Vigência (Término): 23 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Marco Antônio Portugal Luttembarck Batalha
Beneficiário:Bruno Paganeli
Supervisor no Exterior: Kyle Graham Dexter
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Edinburgh, Escócia  
Vinculado à bolsa:17/04937-8 - Estratégias nutricionais em espécies arbóreas de cerrado e floresta estacional semidecídua., BP.MS
Assunto(s):Savana   Cerrado   Germinação   Hidroponia   Nutrição mineral de plantas

Resumo

A savana é um bioma tropical e subtropical, em que o componente herbáceo-subarbustivo é quase contínuo, com arbustos e árvores em densidades variáveis e em que os padrões de crescimento e reprodução estão relacionados com a estacionalidade climática e a ocorrência de queimadas. Uma vez que sob o clima em que ela se encontra, há também florestas, apenas o clima não é suficiente para explicar sua ocorrência. Um dos fatores postulados para explicar a ocorrência de savanas em áreas cujo clima comporta floresta é a fertilidade do solo. Embora o cerrado varie de uma fisionomia campestre a outra floresta, a maioria de suas fisionomias é savânica. Sendo a disponibilidade de nutrientes um dos principais recursos que determinam a presença e abundância de espécies savânicas ou florestais, analisaremos as estratégias apresentadas por um par congenérico, Handroanthus aureus, de cerrado, e Handroanthus impetiginosus, de floresta estacional, sob variações de disponibilidade nutricional, notadamente nitrogênio e fósforo, em quatro tratamentos: (1) com ambos os nutrientes, (2) com fósforo apenas, (3) com nitrogênio apenas e (4) sem nenhum dos dois. Durante três meses, acompanharemos os indivíduos, medindo a o tempo de duração dos cotilédones, o tempo para o surgimento do primeiro par de folhas, a altura, a área foliar, a relação raiz:parte aérea, a biomassa total e as concentrações foliares de nitrogênio e fósforo. Compararemos os tratamentos por meio de análises de variância. Devido à história evolutiva das espécies das savanas estar mais relacionada a ambientes oligotróficos e à história evolutiva das espécies de florestas estar mais relacionada a ambientes eutróficos, esperamos que a espécie de cerrado seja menos sensível a reduções das concentrações de nutrientes do que a de floresta.