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O tratamento odontológico pode reduzir o risco de óbito de pacientes em terapia intensiva? Um ensaio clínico randomizado por conglomerados

Processo: 17/19166-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 23 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Medicina Preventiva
Pesquisador responsável:Fernando Bellissimo Rodrigues
Beneficiário:Isabella Lima Arrais Ribeiro
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Infecção hospitalar   Assepsia   Higiene bucal   Tratamento odontológico   Mortalidade   Sistema respiratório   Unidades de terapia intensiva   Ensaio clínico controlado aleatório

Resumo

Apesar de o desenvolvimento da terapia intensiva tornar possível hoje salvar a vida de uma miríade de pacientes outrora tidos como irreversivelmente terminais, ela não é isenta de riscos. Nosso objetivo é o de avaliar o impacto do tratamento odontológico sobre o risco global de óbito e o risco de óbito relacionado às infecções nosocomiais do trato respiratório inferior em pacientes adultos internados em unidades de terapia intensiva (UTI). Trata-se de um ensaio clínico randomizado por conglomerados do tipo cross-over. A população de estudo será constituída por todos os pacientes adultos admitidos em 6 UTI da instituição proponente durante o período de 4 de junho de 2018 a 31 de maio de 2020. Esperamos nesse período incluir 1.856 pacientes. A intervenção consistirá no provimento de tratamento odontológico individualizado na frequência mínima de 3 vezes por semana, adicionada aos cuidados básicos de higiene e antissepsia oral, providos pela equipe de enfermagem. Nos períodos de controle, os pacientes admitidos receberão os cuidados básicos e rotineiros providos pela enfermagem. Apesar da randomização em conglomerados, os desfechos do estudo serão analisados em nível do indivíduo. O desfecho primário do estudo será o risco relativo de óbito em função da alocação no estudo e avaliado no momento da saída do paciente da UTI. Os desfechos secundários do estudo serão: a incidência de infecções do trato respiratório baixo; o risco relativo de óbito relacionado às infecções do trato respiratório baixo, o tempo livre de infecção respiratória na UTI, o tempo de ventilação mecânica invasiva na UTI, o tempo de uso de antimicrobianos sistêmicos na UTI e o tempo de internação em UTI. (AU)

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