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Microbiota bucal (microbioma) e resistência aos antimicrobianos em micro-organismos potencialmente transmissíveis pela mordedura de cães

Processo: 18/07345-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marcio Garcia Ribeiro
Beneficiário:Fábio Vinícius Ramos Portilho
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças infecciosas em animais   Transmissão de doenças animais   Epidemiologia veterinária   Microbiota   Interação homem-animal   Cães

Resumo

O estreitamento da relação entre humanos e seus animais de estimação, nas últimas décadas, aumentou consideravelmente o risco de ataques por mordedura e, consequentemente, da transmissão de doenças interespécies. Apesar do conhecimento sobre os cuidados e profilaxia pós exposição ao vírus rábico, vários outros micro-organismos, como bactérias e fungos pertencem à microbiota normal da cavidade oral dos cães. Estudos anteriores descreveram o isolamento por cultivo microbiológico convencional, em feridas de humanos, de bactérias encontradas na cavidade oral de seus animais de estimação, particularmente Pasteurella multocida, estreptococos, estafilococos e Fusobacterium spp. Assim, é lícito afirmar que as lesões causadas pelas mordidas de cães em humanos são consideradas polimicrobianas e potencialmente contaminadas. Tal fato ressalta a necessidade do tratamento das lesões humanas com antimicrobianos de amplo espectro, além das demais medidas de limpeza e profilaxia estabelecidas pelo protocolo de exposição ao vírus da raiva e tétano. No entanto, não é comum a preocupação com a identificação microbiológica e testes de sensibilidade microbiana "in vitro" dos agentes presentes em feridas em humanos causadas pela mordedura de cães pois, em muitos casos, são causadas por animais errantes, que evadem após a agressão. Ainda, são praticamente incipientes os estudos, no Brasil, dos micro-organismos pertencentes a microbiota bucal de cães normais. Nas últimas décadas, o refinamento das técnicas de biologia molecular e análise de proteínas (proteômica) tem possibilitado o diagnóstico microbiológico com maior acurácia. O sequenciamento e PCR de micro-organismos em larga escala (microbioma) tem surgido como método promissor para identificação da microbiota terrestre em diferentes habitats (Projeto microbioma terrestre e oceânico), visando identificar a ecologia e biomas em escala global. Em humanos, o uso do microbioma em cavidade gastrintestinal, oronasal e cutânea, vislumbra perspectivas promissoras de medicina preventiva e personalizada com o conhecimento da microbiota dos indivíduos (Projeto microbioma humano), bem como de ambientes hospitalares. No entanto, em animais domésticos, o reconhecimento do microbioma em mucosas/conjuntiva e suas aplicações em saúde ainda são incipientes. Neste contexto, não foi encontrado na literatura consultada nenhum estudo com o microbioma da mucosa oral de cães no Brasil. Com efeito, o presente estudo pretende investigar a presença de agentes de origem bacteriana e fúngica - por técnicas convencionais de cultivo microbiano, por PCR e sequenciamento de DNA em larga escala (microbioma) e classificação de anaeróbios por proteômica - incluindo patógenos de potencial zoonótico, bem como investigar o perfil de sensibilidade/resistência in vitro dos isolados, visando reconhecer a microbiota e oferecer subsídios ao tratamento de humanos agredidos por mordeduras de cães. (AU)

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