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Citotoxicidade trans-amelodentinária de um infiltrante resinoso de cárie sobre células pulpares

Processo: 18/04867-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Materiais Odontológicos
Pesquisador responsável:Josimeri Hebling Costa
Beneficiário:Igor Paulino Mendes Soares
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Odontopediatria   Metabolismo celular   Cárie dentária   Esmalte dentário   Cimentos de resina   Dentina   Ácido clorídrico   Fosfatase alcalina   Citotoxicidade   Radiografia

Resumo

A lesão de mancha branca ativa em esmalte é o primeiro sinal clínico visível da doença cárie. Devido à perda mineral, especialmente em seu corpo, essas lesões apresentam grande porosidade, facilitando a permeação de fluídos e sub-produtos bacterianos. O tratamento mais recomendado para a reversão do problema é a aplicação de fluoretos. Entretanto, embora fluoretos sejam capazes de remineralizar essas lesões, esse processo não é completo, principalmente no corpo da lesão. Em contrapartida, tem sido demonstrado que um infiltrante resinoso (Icon, DMG, Hamburgo, Alemanha) é capaz de criar uma barreira de difusão dentro do tecido desmineralizado e não apenas na superfície, com isso estabiliza e bloqueia as vias de difusão aos ácidos bacterianos e a lesão é selada. Porém, na composição desse infiltrante existem componentes biologicamente tóxicos, como o ácido clorídrico e o trietilenoglicol dimetacrilato (TEGDMA). Considerando esse fato, e a indicação do fabricante de que esse infiltrante pode ser aplicado em lesões que tenham atingido o terço externo da dentina, o objetivo desse estudo será investigar o efeito trans-amelodentinário desse infiltrante resinoso sobre células do tipo odontoblasto. Inicialmente, para a produção de espécies de esmalte/dentina, vinte radiografias interproximais serão selecionadas para determinar a espessura do esmalte e da dentina nas faces proximais de molares decíduos. Em seguida, 60 incisivos bovinos serão selecionados, dos quais serão confeccionados cilindros de 5,6 mm de diâmetro, contendo esmalte e dentina. Esses tecidos serão desgastados até a obtenção das espessuras médias definidas nas radiografias. A superfície de esmalte dos 60 dentes será submetida a um método biológico de produção de lesão de mancha branca utilizando S. mutans. Cada espécime será adaptado em uma câmara pulpar artificial (CPAs). Na primeira fase do estudo, células odontoblastóides (MDPC-23) serão semeadas na superfície dentinária dos espécimes posicionados nas CPAs, simulando a arquitetura do tecido pulpar. Sobre a superfície de esmalte, desmineralizada, serão realizados os seguintes tratamentos (n=10): controle negativo (água deionizada); controle positivo (peróxido de hidrogênio 35%); componente Etch (do Icon); componente Infiltrant, componente Etch+Infiltrant; Icon completo (Etch+Dry+Infiltrant). Decorridas 72h do tratamento, serão avaliadas a viabilidade das células MDPC-23. Na segunda fase, o meio condicionado (meio de cultura contendo componentes difundidos do material) em contato com as células será coletado e aplicado sobre novas células MDPC-23 previamente cultivadas. Após 72 horas de contato com o meio condicionado, será avaliada viabilidade celular a síntese de proteína total e a atividade de fosfatase alcalina. O fator de variação do estudo será os grupos experimentais (em 6 níveis), enquanto que as variáveis resposta serão a viabilidade celular, a produção de proteína total e a atividade de fosfatase alcalina. O número de repetições por grupo será 10 e todas as metodologias serão realizadas em duplicata. Os testes estatísticos serão definidos após a análise da distribuição dos dados de cada variável resposta e a observação de homogeneidade de variâncias e, por fim, o nível de significância adotado será 5%.