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"domar o museu", ou a política xamânica do conflito pós-colonial: o museu mapuche de Canete como artefato (Wallmapu, Chile)

Processo: 18/00894-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Pedro de Niemeyer Cesarino
Beneficiário:Lucas da Costa Maciel
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Museologia   Autonomia

Resumo

Este projeto de pesquisa pretende discutir como, em um contexto mais amplo de demanda política por autonomia, as comunidades Mapuche do sul da América do Sul se apropriam e transformam uma instituição do Estado chileno, um museu público e "colonial", com objetivos cosmopolíticos; mais especificamente, o Museu Mapuche de Cañete, localizado no centro-sul do Chile. Os objetivos que se delineiam são os de explorar (1) as teorias nativas do Estado e do colonialismo, e (2) a capacidade estética e poética do xamanismo Mapuche de sanar os efeitos coloniais através da linguagem museográfica. Entrelaçando bruxaria, cura, colonialismo e descolonização, interessa discutir como se atualiza uma determinada linguagem xamânica e como ela se conecta com o regime de pensamento que organiza o processo de "indigenização do museu". Para isso, reivindica o xamanismo ameríndio como uma tecnologia de intermediação entre alteridades extensivas e intensivas. Partindo do imperativo do trabalho de campo pós-malinowskiano, este projeto se desenvolve em diálogo com os Movimentos Mapuche e enfoca a possibilidade de pensar as "ações políticas ameríndias" contra o Estado e contra o regime pós-colonial no processo de construção das autonomias indígenas.