| Processo: | 18/14697-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 16 de outubro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 15 de julho de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Laura Cristina Sichero Vettorazzo |
| Beneficiário: | Emily Montosa Nunes |
| Supervisor: | Lawrence Murren Banks |
| Instituição Sede: | Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP). São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology (ICGEB), Itália |
| Vinculado à bolsa: | 15/26346-6 - Propriedades biológicas e bioquímicas de variantes naturais de HPV-18, BP.DR |
| Assunto(s): | Neoplasias Variação genética |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | câncer | Hpv-18 | imortalização | potencial oncogênico | Variabilidade Genética | Bioquímica de vírus |
Resumo A infecção por HPV-16 e HPV-18 está fortemente associada ao risco de desenvolvimento de neoplasias do colo do útero. Em todo o mundo, o HPV-16, é o tipo mais prevalente em carcinomas escamosos invasivos do colo do útero, seguido de HPV-18, enquanto que HPV-18 é mais prevalente em amostras de adenocarcinoma. A variabilidade nucleotídica intra-típica de HPV-18 tem sido estudada resultando em importantes achados no que concerne à filogenia e evolução do vírus e a história natural das infecções. Em um estudo epidemiológico sobre a história natural da infecção por HPV em mulheres conduzido no nosso meio, foi observado que as variantes E de HPV-18 estão mais associadas à persistência da infecção viral. Além disso, embora os estudos acerca da relevância clínica da variabilidade genética de HPV-18 são muito limitados, sugere-se que variantes As+AI e E de HPV-18 representem variantes com maior potencial oncogênico comparado com variantes Af. Ademais, foi observado que variantes Af de HPV-18 são exclusivamente detectadas entre as amostras de carcinoma escamoso invasivo do colo do útero, ao passo que variantes E e As+AI são mais prevalentes em adenocarcinoma e carcinoma adenoescamoso. No que concerne às diferenças biológicas entre as variantes de HPV-18, é fundamental ressaltar que os poucos estudos conduzidos até o momento exploraram exclusivamente a variabilidade da oncoproteína viral E6, e mais importante, nenhum dos estudos foi realizado em modelos de células hospedeiras naturais de HPV-18, que são queratinócitos humanos primários. Pelo exposto, este projeto tem por objetivo caracterizar de maneira abrangente a atividade diferencial das proteínas E6/E7 das variantes As+AI, E e Af de HPV-18 em queratinócitos humanos primários transduzidos com estas proteínas. Mais especificamente, objetiva-se analisar diferenças biológicas entre as variantes de HPV-18 na capacidade de (1) induzir a degradação in vitro de p53 pela porteína E6; (2) interagir e degradar diferentes proteínas celulares contendo o domínio de PDZ pela proteína viral E6; (3) identificar parceiros celulares para E6 de HPV-18 via abordagem proteômica; (4) identificar a ligação de degradação de pRb in vitro pela proteína E7; e (5) imortalizar células renais de camundongos pela proteína viral E7 em cooperação com a proteína RAS ativada. | |
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