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Uma Teoria Crítica da cultura: sobre mito, técnica, cultura e totalitarismo em Cassirer, Horkheimer e Adorno

Processo: 18/10486-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2018
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Rafael Rodrigues Garcia
Beneficiário:Rafael Rodrigues Garcia
Anfitrião: Christian Michael Moeckel
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Humboldt University, Alemanha  
Assunto(s):Filosofia política   Antropologia filosófica   Teoria crítica

Resumo

Pretendemos investigar pontos de contato e contrastes tanto metodológicos quanto temáticos entre dois filósofos da primeira geração da Teoria Crítica - Theodor Adorno and Max Horkheimer -, de um lado, e Ernst Cassirer, herdeiro do neokantismo da Escola de Marburgo, de outro. Com especial atenção ao Mito do Estado, de 1946, e à Dialética do Esclarecimento, publicada por Adorno e Horkheimer em 1947, pretendemos aproximar suas abordagens acerca da questão filosófica geral da cultura e da emergência do totalitarismo: em ambas as perspectivas encontramos uma crítica de seu tempo na qual a razão - já instrumentalizada - é submetida ao poder do pensamento mítico, o que leva os filósofos em questão a reconsiderar as expectativas modernas e iluministas de emancipação e liberdade. A feição interdisciplinar geral da abordagem em ambos os casos também nos mostra alguma proximidade, embora ela deva nos revelar mais claramente seus contrastes mútuos, não apenas no que tange à orientação metodológica (uma abordagem psicanalítica e sociológica, no caso de Adorno e Horkheimer, e fenomenológica e antropológica, no caso de Cassirer), mas também no modo como ela os leva a seguir diferentes caminhos para a compreensão de seu tempo histórico e da tarefa da filosofia face a isso: a compreensão do desenvolvimento do modo capitalista de produção e sua configuração específica ao longo das primeiras décadas do século XX, o consequente surgimento de uma indústria cultural e a massificação da pessoas, de um lado, e a busca por uma fenomenologia da cultura humana e relações específicas entre as formas simbólicas que levaram à criação dos mitos políticos modernos. Tal contraste pode nos fornecer uma perspectiva mais acurada acerca dos conceitos centrais de ambos os projetos, o que é proveitoso para o desenvolvimento tanto da Teoria Crítica quanto da crítica da cultura.